Vendas cadentes em 2002

As vendas do comércio varejista no RS, em 2002, apuradas pelo Indicador Mensal do Comércio Varejista da FEE (IMCV), apresentaram-se em patamares continuadamente inferiores aos observados no ano anterior. Em novembro último, o desempenho do comércio varejista foi 2,6% menor que o observado no mesmo mês de 2001. Com esse resultado, as vendas no período jan.-nov./02 situaram-se 2,3% abaixo das do ano passado.

No indicador mensal, cinco dos nove segmentos pesquisados tiveram resultados abaixo dos do ano passado, sendo que as maiores retrações ocorreram em automóveis, motos, peças e acessórios (-10,6%) e no de vestuário, calçados e tecidos (-6,1%), enquanto produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e demais artigos de uso pessoal se destacaram positivamente: 4,3% e 2,2% respectivamente.

No resultado do ano, também o segmento automóveis, motos, peças e acessórios foi o que apresentou o pior resultado (-10,7%), seguido por combustíveis e lubrificantes (-5,1%). Por outro lado, os segmentos produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (3,2%) e demais artigos de uso pessoal e domésticos (2,7%) obtiveram as melhores performances.

Vendas cadentes em 2002

Ao se desagregar o IMCV total pelas regiões pesquisadas, constata-se que o pior resultado, no mês de novembro, ocorreu em Porto Alegre (POA), com uma queda de 5,2% nas vendas, seguido pelo da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), com -3,9%, enquanto, no Interior do Estado (RNMPA), o decréscimo foi de 1,3%. Nas duas primeiras regiões citadas, o segmento que mais influenciou os desempenhos foi automóveis, motos peças e acessórios, com quedas de 19,2% e 15,5%, respectivamente, sendo que, no Interior, o segmento com o pior resultado foi produtos alimentícios, bebidas e fumo (-9,0%).

Tomando-se a evolução das vendas do comércio varejista até novembro, constata-se que Porto Alegre foi a região que apresentou o resultado mais negativo, com uma retração de 4,5% e desempenhos negativos em sete dos nove segmentos pesquisados. Os decréscimos mais significativos foram constatados nos segmentos automóveis, peças e acessórios (-15,8%), combustíveis e lubrificantes (-6,9%) e material de construção (-6,2%). Os segmentos com desempenhos positivos foram móveis e eletrodomésticos (12,9%) e produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (2,2%).

A RMPA, por sua vez, apresentou uma retração de 3,0% até o mês de novembro, sendo que esse resultado foi influenciado principalmente pelos segmentos automóveis, motos, peças e acessórios (-13,3%) e combustíveis e lubrificantes (-6,9%). Destacaram- -se positivamente nessa região quatro dos nove segmentos pesquisados, com crescimento significativo em produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (7,5%), móveis e eletrodomésticos (5,6%) e vestuário, calçados e tecidos (5,4%).

Por último, na RNMPA, verificou-se uma queda de 1,6% nas vendas acumuladas até novembro, registrando-se o pior resultado no segmento automóveis, motos, peças e acessórios (-8,2%) e o melhor em demais artigos de uso pessoal e domésticos (10,9%).

Compartilhe