Será 2006 outro ano ruim para a indústria gaúcha?

A variação do índice de produção física da indústria de transformação brasileira, em jan./06, mostra um crescimento de 2,6%, quando comparado com o de igual mês do ano anterior. Essa taxa confirma a trajetória de desaceleração do ritmo de expansão da produção, identificada na evolução dos índices acumulados em 12 meses (5,7% em jul./05 e 2,5% em jan./06).

Será 2006 outro ano ruim para a indústria gaúcha

O crescimento da produção industrial, ainda que a taxas modestas, vem sendo impulsionado pelas exportações e pela venda de bens de consumo no mercado interno. Esses fatores têm impactos diferentes, de acordo com a estrutura industrial e a pauta de exportações das economias estaduais. No caso do RS, embora as vendas externas estimulem a produção de segmentos com maior abertura externa, a manutenção do real apreciado e de taxas de juros elevadas por um longo período de tempo está provocando impactos perversos em importantes segmentos industriais, que se refletem em sucessivas quedas na produção industrial gaúcha mensal (média de -3,4% no período jul./05-jan./06). Essa constatação é reforçada pelos resultados da balança comercial estadual: os índices de exportação, calculados pela FEE, mostram que, no mês de fevereiro de 2006, embora tenha ocorrido uma elevação dos valores exportados pelo Estado, houve queda significativa nos volumes físicos correspondentes.

A recuperação da indústria gaúcha requer, além do “alívio” nas políticas monetária e cambial, boas safras agrícolas e a retomada do crescimento econômico.

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