Riscos da elevação de gás carbônico (CO2) na atmosfera

Pesquisas revelam que, nos últimos 650.000 anos, a concentração de CO2 na atmosfera da Terra tem variado entre 180 ppm e 300ppm (partes por milhão), em ciclos de glaciação de 100.000 anos. A concentração de CO2 encontra-se, atualmente, em nível de 380ppm, o que é 27% superior ao patamar da era pré-industrial. A maior parte desse acréscimo (60ppm) deu-se entre 1958 e 2002 e origina-se das atividades humanas, com o uso indiscriminado dos combustíveis fósseis, das queimadas e do desflorestamento.

Para atender às necessidades energéticas do Planeta, são retirados do subsolo cerca de 7 bilhões de toneladas de carbono/ano, na forma de carvão mineral, petróleo e gás natural. Caso o crescimento econômico siga a tendência das três últimas décadas, no meado dos anos 50 serão necessários 14 bilhões de toneladas de carbono/ano, o que aponta uma concentração de CO2 na atmosfera de mais de 500ppm. Isso aumentará a temperatura média da Terra pelo efeito estufa, cujas conseqüências qualitativas (secas, inundações, furacões, elevação do nível do mar, desertificação) são conhecidas, mas desconhecem-se suas intensidades, freqüências e durações. Torna-se, assim, urgente superar as dificuldades na substituição do carbono como energético-base, o que exige um acordo internacional que preveja mudanças radicais no atual modelo mundial de consumo.

Riscos da elevação de gás carbônico (CO2)

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