Renda familiar afeta a situação dos jovens no mercado de trabalho da RMPA

Além da falta de experiência, a origem familiar dos jovens também interfere nas suas condições de inserção no mercado de trabalho. A esse respeito, dados da tabela sobre a situação dos jovens de 16 a 24 anos no mercado de  trabalho da RMPA em 2003 permitem constatar que os jovens pertencentes às famílias do Grupo 1 — que corresponde aos 25% das famílias com menor rendimento — apresentavam menor engajamento no mercado de trabalho em comparação aos jovens do Grupo 2 — que corresponde aos 25% das famílias com maior rendimento —, pois a taxa de participação dos primeiros era de 57,4%, e a dos últimos, de 70,9%. Essa evidência é, de certa forma, surpreendente, na medida em que se esperaria que os jovens que pertencessem às famílias de nível de renda mais baixo fossem pressionados a ingressar com maior intensidade no mercado de trabalho.

Não obstante participarem menos do mercado de trabalho, os jovens do Grupo 1 registravam maior taxa de desemprego (56,4%) em relação aos do Grupo 2 (20,6%) na RMPA, em 2003. Dentre os jovens desempregados, os do Grupo 1 também apresentavam escolaridade mais baixa — 36,1% tinham escolaridade fundamental incompleta contra apenas 7,6% dos do Grupo 2 —, indicando que os primeiros têm na escolaridade um handicap em seu processo de inserção no mercado de trabalho. Dentre outros aspectos, sugere-se que isso possa estar associado a um ingresso prematuro dos jovens oriundos de famílias de baixa renda no mercado de trabalho, prejudicando o seu processo de progressão escolar, o que é reforçado pelo fato de que a proporção de jovens desempregados do Grupo 1 sem experiência anterior de trabalho (27,6%) era muito inferior à do Grupo 2 (40,9%).

Renda familiar afeta a situação dos jovens no mer

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