Redução de cargos de chefia atinge menos as mulheres na RMPA

A supressão de cargos hierárquicos mais elevados nas organizações — devido às novas formas de gestão implementadas nos últimos anos — atingiu de forma menos contundente a parcela feminina que ocupava funções de comando na Região Metropolitana de Porto Alegre do que a dos homens que estavam na mesma condição.

Na comparação dos períodos 1993-94 e 2003-04, segundo os dados da PED-RMPA, 45 mil mulheres encontravam-se em funções de gestão no primeiro período, correspondendo a 9,0% do total de ocupadas (497 mil); no período final, permaneceram 45 mil mulheres, mas representando 6,7% do total de ocupadas (674 mil), o que configurou uma retração relativa para o grupo feminino. O contingente masculino que desempenhava essas funções, por sua vez, sofreu uma redução absoluta e relativa, uma vez que, no período inicial, correspondia a 11,7%, totalizando 88 mil gestores dentre 755 mil homens ocupados, recuando para 64 mil gestores do total de 870 mil homens ocupados, o que representou 7,4%. Em função desses comportamentos, a participação feminina entre os gestores passou de 33,8% para 41,3% nos períodos considerados.

Esse movimento mais favorável para o grupo feminino pode estar associado às atuais exigências do mercado de trabalho, que valorizam as qualificações técnicas e sociais de cunho polivalente e encontram nas mulheres maior disposição de adaptação às mudanças implantadas pelas empresas que visam à máxima produtividade, além de apontar uma redução da diferença na histórica relação de poder entre os sexos, quanto ao exercício de cargos de comando no mercado de trabalho.

Redução de cargos de chefia atinge menos as mulheres na RMPA

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