Produtor familiar recebe apoio inovador para a comercialização

Em tempo de conjuntura incerta, ocasionada pela crise financeira global, bem como pela seca, os agricultores familiares que contrataram créditos de custeio atrelados ao Pronaf no plantio da safra 2008/2009 terão a garantia de que os custos de produção desembolsados estarão assegurados. Para os produtos que compõem a pauta do Programa de Garantia de Preços Para a Agricultura Familiar (PGPAF), é estabelecido um bônus de desconto no momento da liquidação do empréstimo pelo produtor, toda vez que o preço de mercado for inferior ao preço de garantia. Salienta-se que esse preço de garantia deve cobrir os custos de produção levantados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e é definido pelo Conselho gestor do Programa. Na verdade, o Programa encampa uma afinada articulação entre as políticas de crédito e comercialização agrícolas, tornando-se bastante inovador em termos de instrumento público de intervenção.

No momento da comercialização, a relação entre o preço médio de mercado e o preço de garantia para os produtos gaúchos amparados pelo Programa – feijão, milho, mandioca, trigo e também o leite – define o bônus de desconto. No quadro, a cultura do feijão, por exemplo, é a que tem o maior desconto, por apresentar a maior diferença em termos percentuais entre os dois preços.

Por ser um programa que garante a quitação das dívidas de custeio por parte do agricultor familiar sem o obrigar a se desfazer do patrimônio, esse instrumento, mais do que tudo, assegura aos credores o retorno dos recursos monetários colocados no mercado, o que torna esse programa bastante atraente para ambos.

Produtor familiar recebe apoio inovador para a comercialização

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