Produção física industrial gaúcha expande-se em 2002

Ao final de 2001, a produção física industrial no Brasil e na maioria dos estados apontava a superação dos fatores que provocaram desaceleração econômica ao longo do ano passado (racionamento de energia elétrica, taxas de juros elevadas e forte instabilidade cambial associada ao quadro adverso da economia mundial).

Produção física industrial gaúcha expande-se em 2002

No primeiro semestre de 2002, contudo, a retomada gradual do crescimento da atividade fabril foi perdendo fôlego, atingida pelo desgaste dos fatores de otimismo presentes no início do ano e pelo clima de nervosismo que se instalou no mercado financeiro, acarretando forte alta do Risco-Brasil e da cotação do dólar. O movimento de retração foi detectado em quase todos os estados, principalmente em Pernambuco, Bahia e Minas Gerais. Já no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, o registro de taxas de crescimento positivas marcou a presença dos principais fatores de sustentação do ritmo da atividade produtiva industrial em 2002 — setores produtores de petróleo, gás e seus derivados, da agroindústria e de outros voltados para o mercado externo.

Entretanto os resultados acumulados no período jan.-out./02 indicam generalização e/ou intensificação da tendência de crescimento (à exceção de Santa Catarina). O Rio Grande do Sul, onde a importância da indústria extrativa mineral é reduzida, ocupou o terceiro lugar (4,12%) dentre os estados pesquisados, embalado pela boa performance de segmentos da agroindústria, expressivos em sua estrutura produtiva. Destacam-se a espetacular expansão da produção de bens de capital para fins agrícolas, a produção de ônibus, reboques e semi-reboques e o beneficiamento de fumo em folha, voltado para o setor externo.

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