O RS ocupa a segunda pior posição na taxa de escolarização de crianças de quatro ou cinco anos

Há consenso entre educadores de que o acesso das crianças à educação infantil . creche (de zero a três anos) e pré-escola (de quatro a cinco anos) ., independentemente de sua situação social, é de fundamental importância. Essa primeira etapa da Educação Básica (ensinos infantil, fundamental e médio) tem o objetivo de atender aos aspectos físico, psicológico, intelectual e social da criança, além de prepará-la para as etapas posteriores de sua vida escolar.

A compreensão dessas premissas ajudou a nortear a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que assegurou o financiamento a toda a Educação Básica, passo importante para melhorar a oferta de vagas, historicamente desfavorável, na educação infantil.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) referente ao ano de 2008 mostrou que, no Brasil, a taxa de escolarização (percentagem de estudantes de um grupo etário em relação ao total das pessoas desse mesmo grupo) entre as crianças de quatro ou cinco anos de idade era de 72,8%. Em números absolutos, isso significa que ainda existem cerca de 1.568.400 crianças sem acesso à educação infantil. As taxas nos estados apresentam grande diversidade. As melhores são apresentadas por Ceará (88,4%), Piauí (85,7%) e Roraima (81,9%).

O Rio Grande do Sul ocupa o penúltimo lugar nesse ranking. Sua taxa de escolarização no grupo etário que abriga os estudantes da educação infantil é de apenas 49,0%, ou seja, um contingente de 146.500 crianças de quatro ou cinco anos não tem acesso à escola numa etapa formadora de sua cidadania. A pior colocação ficou com Rondônia, com uma taxa de 43,6%.

O RS ocupa a segunda pior posição na taxa de escolarização

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