O intenso aumento da arrecadação tributária federal

O setor público global (incluindo Governo Central, governos regionais e empresas estatais) registrou um superávit primário (descontando os juros nominais) de 6,8% do PIB de janeiro a abril de 2008, devido ao desempenho favorável das contas do Governo Central. Nesse nível, as receitas cresceram 8,2%, enquanto as despesas subiram 0,4% no período, o que proporcionou um superávit primáriode 5,4% do PIB.

Destaca-se a arrecadação do Governo Federal, que, mesmo sem a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), que foi extinta no final de 2007, obteve um expressivo aumento real de 9,8% de janeiro a maio de 2008, em comparação com o mesmo período do ano anterior, em decorrência, principalmente, do crescimento econômico do País. Os tributos que mais subiram foram: o Imposto de Renda (IR); a Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL) e o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). Este último cresceu em vista da cobrança da alíquota de até 1,5% sobre operações de crédito e títulos mobiliários para os investidores estrangeiros e de mais 0,38 ponto percentual sobre todas as transações de crédito, para compensar a CPMF. Além disso, a CSLL elevou-se de 9% para 15% para o setor financeiro. Com esse ritmo de crescimento, a carga tributária, que, em 2007, atingiu cerca de 35% do PIB, deverá continuar subindo em 2008.

O intenso aumento da arrecadação tributária federal

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