O emprego formal em uma trajetória ascendente

Na esteira da retomada do crescimento econômico, o desempenho do mercado de trabalho formal no primeiro quadrimestre de 2010 aponta para além de uma trajetória de recomposição, que já fora vislumbrada no primeiro quadrimestre de 2009, quando o País começou a reagir, recuperando 48.454 das centenas de milhares de vagas com carteira eliminadas no auge da crise econômica internacional (nov./08-jan./09). A geração recorde de postos de trabalho em jan.-abr./10 (962.327 no Brasil e 87.278 no RS) e considerando apenas o mês de abril (305.068 no Brasil e 20.429 no RS) — sendo que, no caso do Brasil, esse mês foi o segundo melhor de todos os tempos na série histórica do Caged, iniciada em 1992 (o recorde mensal é de junho de 2008) — sugere que esteja em curso um movimento, senão sustentado, mais duradouro de crescimento. Ademais, observa-se que o desempenho do emprego formal nos últimos meses tem sido marcado por recordes sucessivos.

O RS destacou-se no quadrimestre em análise, com o terceiro maior saldo líquido entre admitidos e desligados no Brasil e com o melhor resultado na Região Sul. No Estado, a indústria de transformação foi o setor que gerou o maior número de postos (44.981), seguida pelos setores de serviços (20.389) e construção civil (9.126). Em termos de crescimento relativo, no entanto, a construção civil disparou, com 8,5% frente ao estoque de dezembro de 2009, seguida pela indústria de transformação, com 6,7%. Comparando-se com o desempenho do Brasil — onde o emprego formal cresceu 2,9% (no Estado, cresceu 4%); a construção civil, 7,3%; e a indústria de transformação, 3,9% no acumulado de 2010 —, percebe-se que o emprego formal no RS, no período considerado, apresentou maior dinamismo.

O emprego formal em uma trajetória ascendente

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