O emprego formal em 2010: para além de 2008

Em consonância com o comportamento do nível de atividade, o mercado de trabalho, ao longo do ano de 2010 (janeiro a novembro), exibiu recordes sucessivos de geração de novas oportunidades em vários meses, com acréscimos continuados no nível do emprego celetista. No acumulado de 2010 até novembro foram adicionados 2.544.457 postos de trabalho no Brasil — um crescimento de 7,7% nesses 11 meses —, uma marca inédita para toda a série histórica da base Caged-MTE, superando o recorde anterior de 2008 (2.107.150, ou 7,3% no mesmo período), antes das manifestações mais agudas da crise financeira internacional no País. A expansão foi generalizada, destacando-se, em números absolutos, as atividades de serviços, a indústria de transformação, o comércio e a construção civil, esta última com o maior incremento relativo (14,8%).

O Rio Grande do Sul também ultrapassou o recorde de 2008 para o mesmo período (118.232 empregos celetistas ou 6,0%), com um crescimento de 8,3% no último ano (181.458 postos), acima do que ocorreu no Brasil e na Região Sul. No Estado, é a indústria de transformação que lidera a geração de postos, e, no seu interior, chama atenção o segmento de calçados — responsável pelo maior número de postos acrescidos —, a metalúrgica, o material de transporte e a mecânica. A construção civil é o destaque setorial pela dinâmica de crescimento, com a maior variação relativa (16,9%). Observa-se, assim, uma recuperação expressiva do emprego formal no País e no Estado, evidenciada na comparação com um período (2008) de aquecimento da economia e do mercado de trabalho.

O emprego formal em 2010 para além de 2008

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