O crédito no Brasil, em 2006

O estoque total das operações de crédito do sistema financeiro brasileiro registrou crescimento de 17,9% até novembro de 2006, atingindo R$ 715,8 bilhões. Em conseqüência, a relação dos empréstimos totais com o PIB situou-se em 33,7%, em novembro, ante 31,0% em janeiro desse ano, e 30,6% em novembro de 2005.

Essa evolução esteve associada, fundamentalmente, à expansão dos financiamentos contratados com recursos livres (participação relativa de 68,2% no total de crédito concedido pelo sistema financeiro), que cresceram 21,0% no período, enquanto os recursos direcionados (créditos com taxas de juros administradas) aumentaram 11,8%. No âmbito dos recursos livres, houve a predominância dos empréstimos destinados às pessoas físicas, em decorrência da expansão na contratação da modalidade de crédito pessoal (25,6%) e dos financiamentos para aquisição de veículos (23,8%). Ao mesmo tempo, refletindo o menor ritmo de crescimento da economia em 2006, mas também o desenvolvimento do mercado de capitais no financiamento das empresas, a taxa de crescimento do crédito a pessoas jurídicas reduziu-se, em relação a 2005, de 17,2% para 14,4%, afetando especialmente as modalidades que mais utilizam recebíveis comerciais como garantia, como, por exemplo, desconto de duplicatas.

De um modo geral, o cenário mais favorável ao crédito tem razões macroeconômicas, como o controle da inflação, além de refletir os resultados da agenda de reforma microeconômica, como a criação do crédito consignado.

O crédito no Brasil, em 2006

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