Mulheres com 40 anos ou mais conquistam maiores rendimentos

Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED-RMPA) mostram
que os diferenciais de rendimentos entre os sexos podem bem ilustrar a maior fragilidade de inserção da força de trabalho feminina no mercado de trabalho. Ainda que a remuneração percebida pelas mulheres seja tanto maior quanto mais idade elas tiverem, observa-se que as diferenças entre os sexos são bem mais expressivas quanto mais madura for a mulher. Assim, o rendimento médio percebido pela força de trabalho feminina com idade de 40 anos ou mais correspondia, em 2004, a 70,0% (R$ 844) do obtido pelos homens (R$ 1.205), enquanto, para o grupo das mulheres menores de 40 anos, essa proporção correspondia a 78,9%.

Todavia essas diferenças reduziram-se, uma vez que, no período 1993-04, as mulheres com 40 anos ou mais tiveram um aumento de 12,2% nos seus rendimentos, ao passo que os homens nessa faixa etária tiveram uma redução de 8,3%. Tal resultado ficou por conta apenas do comportamento dos rendimentos entre as mulheres adultas mais escolarizadas, com ensino superior completo, as quais obtiveram um aumento de 18,3% nos seus rendimentos face a uma redução de 13,7% entre os homens, no mesmo período. Já com relação aos outros níveis de escolaridade, ocorreram diminuições para os rendimentos de ambos os sexos.

Note-se, contudo, que esse resultado positivo não exclui a situação de desvantagem que ainda permanece para as mulheres, ou seja, embora se evidencie uma progressiva inserção de mulheres mais maduras e mais escolarizadas no mercado de trabalho, ocupando postos de emprego similares àqueles ocupados pelos trabalhadores masculinos, continuam a persistir as diferenças salariais entre os gêneros.

Mulheres com 40 anos ou mais conquistam maiores rendimentos

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