Indústria gaúcha: incrementos na produção com repercussão limitada no emprego

O exame da evolução da produção física e do emprego formal na indústria de transformação do Rio Grande do Sul, entre outubro de 2001 e setembro de 2002, põe em evidência os ganhos de produtividade dessa indústria. Nesse período, o agregado do setor apresentou um incremento de 10,4% na produção física contra 5,4% no emprego industrial, ou seja, a primeira variável cresceu praticamente o dobro da segunda. Dentre os gêneros de maior peso na estrutura do emprego no Estado, a mecânica é o destaque tanto pela magnitude quanto pelos diferenciais das variações, evidenciando um expressivo ganho de produtividade: elevação de 31,5% na produção física e de 8,8% no contingente empregado.

Chama atenção, igualmente, o gênero material de transporte, em que a produção física cresceu 17,2%, e o emprego, 5,6%. A metalúrgica é que apresenta uma maior aproximação entre as variáveis, 12,7% na produção física e 6,9% no emprego. Já o gênero vestuário, calçados e artefatos de tecido e o mobiliário experimentaram queda na produção física e ampliação no emprego, indicando uma variação negativa da produtividade. Portanto, ao se tratar da média da indústria de transformação, nota-se que o crescimento da produção teve um reduzido impacto sobre o emprego.

Indústria gaúcha incrementos na produção com repercussão limitada no emprego

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