Gravidez na adolescência: ainda uma questão a ser enfrentada

A ocorrência de gravidez na adolescência é um sério problema de saúde pública no País, uma vez que tem várias repercuss ões médicas e sociais. Usualmente, trata-se de uma gravidez de risco, apresentando altas taxas de mortalidade materna, maior número de ocorrências de partos prematuros e de crianças com baixo peso ao nascer. Por outro lado, freqüentemente, é uma gravidez não desejada, acarretando, muitas vezes, o abandono da escola e/ou uma situação de desemprego.

Gravidez na adolescência ainda uma questão a ser enfrentada

No Rio Grande do Sul, também se vivencia essa situação: em 2002, houve 30.507 nascimentos cujas mães tinham até 19 anos (sendo 1.235 de 10 a 14 anos). Entre 1993 e 2002, houve um decréscimo de 16,9% no total de nascimentos, mas, na faixa de 10 a 19 anos, o número de partos caiu apenas 8,6%.

Considerando apenas o grupo das meninas adolescentes, verificou-se uma diminuição do coeficiente de mães por 1.000 mulheres dessa faixa etária, o qual passou de 37,7 por 1.000 em 1993 para 32,3 por 1.000 em 2002, o que configura um resultado positivo no que se refere à gravidez na adolescência, ainda que relativamente pequeno para um período de 10 anos.

Assim, ainda que tenha caído o coeficiente de mães com até 19 anos (número de adolescentes que tiveram filhos por 1.000 mulheres de 10 a 19 anos), tendo em vista os problemas tanto sociais quanto de saúde que pode acarretar uma gravidez na adolescência, é importante que se mantenham e se incrementem a educação e a prevenção, para que a gravidez venha a ocorrer em momento oportuno.

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