Exportações gaúchas crescem para destinos não tradicionais

Apesar da queda de 6,1%no valor das exportações gaúchas, no acumulado de janeiro a agosto, alguns destinos estão apresentando aumento significativo em relação ao mesmo período de 2011. Com exceção dos EUA, esses países não são destinos tradicionais das exportações do RS.

Um mercado que começa, aos poucos, a ganhar espaço nas exportações gaúchas é a Índia, principalmente pela venda de óleo de soja, que passou de US$ 10 milhões em 2011 para US$ 78 milhões em 2012, no acumulado de janeiro a agosto. Outro país asiático que ganhou importância na pauta do Estado foi a Coreia do Sul, impulsionada pelas exportações de farelo de soja, que aumentaram em US$ 48,5 milhões. Esse mesmo produto também puxou as vendas para a Romênia, em US$32,5 milhões no período.

A Nigéria, que é o principal destino do arroz do RS, teve um bom crescimento nas exportações desse produto, que aumentou em US$ 24,6 milhões em relação a 2011. O desempenho nas vendas de arroz para o Benin (+US$ 26,5 milhões) tornou o país o terceiro principal destino do produto gaúcho. Para os Emirados Árabes, houve um crescimento das exportações de trigo em US$ 73,7milhões, tornando-se o principal produto vendido para esse país. Além disso, as exportações de óleo de soja para esse país também tiveram um bom desempenho, com um aumento de US$ 9,8 milhões. Já o crescimento das exportações gaúchas para a Ucrânia ocorreu devido ao aumento na venda de carne suína, que encontrou, no país, uma alternativa ao embargo russo a esse setor.

Na América Latina, enquanto o total de embarques para os três principais parceiros (Argentina, Uruguai e Paraguai) apresentou uma queda no acumulado do ano de 18,7%, houve um importante aumento para Chile, Venezuela e Equador. A venda de ônibus, com um aumento de US$ 56,2 milhões, foi o que puxou as vendas para o Chile. No mercado equatoriano, o Estado vem ganhando espaço na venda de farelo de soja. Já para a Venezuela, os maiores ganhos ocorreram na venda de construções pré-fabricadas de metal.

Exportações gaúchas crescem para destinos não tradicionais

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