Evolução positiva e consistente dos programas de pós-graduação gaúchos

As atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas por programas de pós-graduação (PPG) possuem um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento social e econômico dos países. De modo geral, eles fornecem mão de obra altamente qualificada ao mercado de trabalho e, mais além da habitual geração de conhecimentos básicos no campo da ciência, conhecimentos aplicados que servem de substrato para o surgimento de inovações sociais e/ou tecnológicas nos setores público (sociedade civil e estatal) e privado (atividades produtivas).

Pode-se afirmar que o Estado do RS tem uma estrutura de pós-graduação invejável. Em 2010, possuía 261 PPG, o que correspondia a 9,2% do total de programas existentes no País. Enquanto o Brasil apresentava 1,5 PPG/100.000 hab., o território gaúcho contava com um número significativamente maior de programas (2,4 PPG/100.000 hab.). Em relação às outras unidades da Federação, ficava atrás apenas do DF (3,2 PPG/100.000 hab.), seguido de perto por RJ (2,2) e PR (2,0).

A análise da evolução do número de PPG aponta igualmente para uma situação positiva. Efetivamente, o Estado quase duplicou o seu total em pouco mais de uma década, passando de 137 programas em 2000 para 261 em 2010. Além disso, esse crescimento refletiu-se de modo favorável em relação ao montante da população. Se, no início do período considerado, havia pouco mais de um programa por 100.000 habitantes (1,4 PPG), ao seu final, já existiam mais de dois (2,4). Ressalta-se que essa expansão da pósgraduação, superando a da população, verificou-se ao longo de todo o período analisado (ver gráfico).

É importante destacar também que o mesmo comportamento dinâmico dos PPG é comprovado ao analisar somente os programas das áreas de formação tecnológica. Isso evidencia um quadro favorável à promoção de inovações tecnológicas no tecido produtivo rio-grandense, no âmbito dos possíveis relacionamentos entre universidades e empresas.

Enfim, o exame dos dados mostra, por um lado, o aumento notável dos programas multidisciplinares, caracterizando-os como uma área emergente no cenário da pós-graduação gaúcha e, por outro, o fraco crescimento da área das ciências agrárias.

Evolução positiva e consistente dos programas de pós-graduação gaúchos

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