Emprego formal tem crescimento recorde no RS, em 2004

O ano de 2004 foi especialmente favorável ao desempenho do mercado de trabalho. No Rio Grande do Sul, de acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o crescimento do emprego formal, em praticamente todos os meses do último ano — apenas em dezembro, como decorrência de fatores sazonais, habituais na série do Caged, houve diminuição do contingente empregado (-16 mil) —, produziu um saldo líquido (diferença entre admissões e desligamentos) de 116,8 mil vagas no acumulado do ano, o que fez com que o contingente de assalariados com carteira de trabalho assinada experimentasse elevação de 6,67%. Esse resultado, o melhor dos últimos anos, é 2,7 vezes superior ao recorde anterior, registrado em 2002.

Tal desempenho garantiu ao Estado destaque na geração líquida de postos de trabalho no âmbito nacional. O RS, cujo crescimento do contingente de empregados formais ficou, em termos absolutos, abaixo apenas de São Paulo (497,6 mil), Minas Gerais (175,2 mil) e Paraná (122,6 mil), foi responsável por, aproximadamente, 8% do total de 1,5 milhão de vagas criadas no País, no último ano.

Setorialmente, os resultados foram também bastante satisfatórios. Com exceção da administração pública, que ostentou pequena queda no contingente empregado (-981), todos os demais setores experimentaram elevação no número de postos de trabalho, destacando-se, pelo volume de vagas criadas, a indústria de transformação, o comércio e o setor serviços. O comércio e o setor serviços ostentaram praticamente a mesma variação líquida de postos de trabalho (cerca de 28 mil), respondendo, cada um deles, por, aproximadamente, 24% do total de vagas geradas no Estado.

A indústria de transformação, por sua vez, foi o setor que mais contribuiu para o saldo positivo atingido pelo Estado. Com a criação de 52,2 mil novos empregos com carteira de trabalho assinada, esse setor foi responsável por 44,7% das vagas abertas, uma ponderação mais expressiva do que a atingida pelo mesmo setor no âmbito nacional (33,1%). Dentre os subsetores que compõem a indústria de transformação, a indústria calçadista foi o que teve peso mais expressivo no saldo gerado. O favorecimento das exportações no último ano impactou diretamente esse subsetor, que tem forte vinculação com o mercado externo. Com isso, foram abertas 12,8 mil vagas no mesmo, representando pouco menos de um quarto da geração total de postos de trabalho na indústria de transformação gaúcha. Além desse subsetor, deve-se mencionar, ainda, a indústria de alimentos e bebidas, que respondeu por 16,1% das vagas abertas na indústria de transformação o RS.

Emprego formal tem crescimento

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