Desemprego elevado e menor emprego protegido no ano de 2006

A evolução do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre em 2006, ainda que positiva, não repetiu a mesma performance do ano de 2005. Tal resultado deveu-se, fundamentalmente, ao fato de o desemprego manter-se em patamar elevado e à desaceleração do ritmo de criação de empregos com vínculos de trabalho formais no setor privado.

Em relação à taxa de desemprego total, observa-se que, apesar da queda, o patamar permaneceu em nível elevado: 13,7% da População Economicamente Ativa em novembro de 2006 face aos 14,6% de novembro de 2005. Além disso, ao contrário do verificado no ano anterior, em 2006 o comportamento decrescente da taxa de participação (indica a proporção de pessoas com 10 anos e mais incorporada ao mercado de trabalho como ocupada ou desempregada) colaborou para que aquele indicador não atingisse níveis ainda maiores aos efetivamente verificados nesse ano. De fato, de janeiro a agosto de 2006, a tendência declinante do nível de ocupação foi a única determinante do crescimento do desemprego.

No que diz respeito aos vínculos formais, o emprego com carteira de trabalho assinada do setor privado não manteve as características positivas do ano de 2005. Naquele ano, o crescimento da ocupação deveu-se exclusivamente ao desempenho do emprego assalariado do setor privado com carteira assinada, uma vez que houve retração no emprego assalariado sem carteira assinada. Esse comportamento favorável, no âmbito do setor privado, não se repetiu em 2006; ao contrário, como em anos anteriores, voltou a se observar aumento da precarização, devido ao maior crescimento relativo do emprego assalariado sem carteira assinada, dos trabalhadores autônomos e dos empregados domésticos.

Desemprego elevado e menor emprego protegido no ano de 2006

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