Declínio acentuado nas exportações de couro no BR e RS

Originalmente voltado para a produção de calçados e artefatos de couro, o setor curtidor, brasileiro e gaúcho, passou por expressivas modificações nos últimos 10 anos. Elevados investimentos em tecnologia e qualidade, inclusive com novas plantas de acabamentos de couros, possibilitaram a inserção do produto brasileiro a preços competitivos no mercado internacional de couros para a indústria do mobiliário e a automotiva.

Apesar do maior direcionamento para a produção e exportação de couros semi-acabados (crust) e acabados, o setor ainda é bastante dependente das vendas externas do produto no estado inicial wet blue. E foi essa dependência que afetou o bom desempenho das exportações de couros já no primeiro bimestre de 2008, estendendo-se pelo restante do ano. Na ocasião, a perda de competitividade desse tipo de couro brasileiro no mercado internacional, por aumento de preço, afastou grandes curtidores finais internacionais de couros para móveis, fortemente atingidos pela crise imobiliária nos EUA.

Assim, os desdobramentos da crise a partir do segundo semestre de 2008 alcançaram o setor coureiro já numa fase de desaceleração. A drástica diminuição das exportações brasileiras e gaúchas no primeiro bimestre de 2009, quando comparadas com as de igual período de 2008, confirma o declínio da demanda mundial de couro. Mas também resulta das dificuldades encontradas pelos exportadores para a formalização de contratos de adiantamento de contrato de câmbio (ACC) desde meados do segundo semestre de 2008.

Declínio acentuado nas exportações de couro no BR e RS

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