Cresce a participação dos contratos de trabalho flexíveis

Decorridos pouco mais de 10 anos desde o lançamento do Plano Real, além do sucesso no controle da inflação, o Plano proporcionou transformações relevantes na economia brasileira. A abertura comercial, combinada com a apreciação cambial observada até 1998, trouxe consigo uma série de mudanças nas empresas, advindas da adoção seletiva de inovações, da terceirização de atividades e da redução de níveis hierárquicos, que passaram a ser reconhecidas como processo de reestruturação produtiva. Tais mudanças repercutiram na forma de contratação das empresas. A tabela apresenta a distribuição dos postos gerados por empresas na Região Metropolitana de Porto Alegre, classificando as formas de contratação em padrão e flexibilizada. Os resultados mostram que ocorreu uma mudança expressiva ao longo do período considerado, ampliando-se sobremaneira a contratação flexibilizada pelas empresas. Em 1993, 82,2% dos postos gerados no ano tiveram contratação padrão, e 17,8%, contratação flexibilizada, participações que passaram para 70,4% e 29,6% em 2003. No grupo da contratação padrão, chama atenção a redução daqueles com carteira assinada tanto no setor privado como no público. No grupo dos trabalhadores com contratação flexibilizada, destacam-se os acréscimos na força de trabalho terceirizada e no emprego assalariado sem carteira assinada.

Cresce a participação dos contratos de trabalho flexíveis

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