A produção leiteira do RS no contexto nacional

Segundo a Pesquisa Pecuária Municipal (PPM-IBGE), a produção leiteira gaúcha é a segunda maior do País, perdendo apenas para a de Minas Gerais e seguida muito de perto pela do Paraná. Mais da metade da produção nacional é gerada nesses três estados. Em 2013, último dado disponível, MG produzia 27,2%; RS, 13,2%; e PR, 12,7% do total do Brasil.

Destaca-se que, enquanto MG vem perdendo participação, o RS e o PR têm tendência inversa. Em 2000, essas participações foram 29,7%, 10,6% e 9,1% respectivamente.

Verifica-se um desempenho melhor nos estados produtores da Região Sul em suas principais variáveis. Entre 2000 e 2013, o volume de leite produzido cresceu 114,5% no RS e 141,6% no PR, enquanto, na média nacional e em MG, o crescimento foi de 73,3% e 58,7%.

A mesma tendência é observada com relação ao número de vacas ordenhadas. O crescimento foi de 33,5% no RS, 48,5% no PR, 28,3% no Brasil e 32,5% em MG. Esses valores refletem-se na grande diferença de crescimento da produtividade (1.000 litros/vaca ordenhada). Nesse período, o RS manteve-se como o estado de maior produtividade. Em 2000, era 1,80 e, em 2013, 2,90 (1.000 litros/vaca ordenhada). O PR passou de 1,56 para 2,53, MG, de 1,33 para 1,59, e a média nacional, de 1,11 para 1,49. Chama a atenção o fato de o crescimento da produtividade nos estados sulinos ser mais que o dobro do de MG no período — 60,7% no RS, 62,7% no PR, 35,0% no Brasil e 19,8% em MG.

A reorganização das cooperativas sulinas, a instalação de novas indústrias — tais como a Nestlé em Palmeira das Missões e a BRFoods assumindo a Elegê — e os dados acima indicam uma alteração de estrutura produtiva entre regiões.

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