A desigualdade social sob um enfoque racial

Apesar da discussão acerca da democracia racial no Brasil (e sobre a própria validade do conceito de raça), os indicadores desagregados por raça e cor permanecem apontando diferenças significativas entre brancos e negros (pretos e pardos) no Brasil e no Rio Grande do Sul.

Em 2000, havia, no Rio Grande do Sul, 1.289.509 negros (12,7% da população gaúcha), apresentando piores resultados em vários indicadores, destacando-se os de educação. Se, no conjunto da população branca, ainda há 5,4% de pessoas analfabetas, entre os negros, esse percentual sobe para 12,4%; se 32,3% dos jovens brancos de 18 a 22 anos freqüentam curso superior, entre os negros, há apenas 8,4% nesse nível educacional; e, se ainda há 2,6% de crianças brancas de 10 a 14 anos fora da escola, entre os negros essa participação sobe para 4,4%. Os dados relativos à renda domiciliar per capita são mais impressionantes. Enquanto há 17,3% dos brancos com renda per capita inferior a meio salário mínimo, entre os negros esse percentual dobra, passando para 34,9%.

Inúmeros estudos têm comprovado que às limitações de origem socioeconômicas somam-se sucessivas barreiras de cunho racial, conformando um quadro de forte desigualdade racial e de, eventualmente, imobilidade social.

A desigualdade social sob um enfoque racial

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