Textos com assunto: sindicalismo

Sindicalização por setor da atividade no período 2002-11

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Edição: Ano 22 nº 11 - 2013

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A taxa de sindicalização, que representa a parcela dos empregados associados a sindicato, é um indicador do poder relativo dos sindicatos em uma economia.

Analisando-se o período 2002-11, verifica-se que a taxa de sindicalização total no Brasil atingiu 19,5% do total de empregados em 2011. Esse valor representa um recuo de 1,3 ponto percentual em relação a 2002. Observe-se que o declínio do associativismo ocorreu apenas depois de 2006, anos marcados pela crise financeira internacional. Na primeira metade da década, observou-se, ao contrário, uma elevação de 1,9 ponto percentual desse índice — o qual passou de 20,8% em 2002 para 22,6% em 2006.

Um ponto a ser destacado são os diferenciais de sindicalização entre segmentos da atividade produtiva. Em 2011, os mais elevados níveis de associativismo foram encontrados na educação, na saúde e nos serviços sociais, na indústria de transformação, na administração pública, e no ramo de transporte, armazenagem e comunicação. Já os segmentos de alojamento e alimentação, de outros serviços coletivos, sociais e pessoais e de construção foram os que registraram as menores taxas de sindicalização.

Outra constatação é a de que, ao longo do período em estudo, apenas três dos setores econômicos examinados apresentaram crescimento do associativismo. A taxa de sindicalização elevou-se na agricultura (3,1 pontos percentuais), na construção (1,5 ponto percentual) e na indústria de transformação (0,9 ponto percentual). Nos demais segmentos econômicos, houve relativa estabilidade da taxa — os casos de comércio e reparação e de alojamento e alimentação — ou queda. Os recuos mais pronunciados ocorreram nas áreas de transportes, armazenagem e comunicação (-7,6 pontos percentuais), outros serviços coletivos sociais (-3,3 pontos percentuais) e administração pública (-3,0 pontos percentuais).

Cabe salientar ainda que, na primeira metade do período, todos os segmentos econômicos apresentaram crescimento ou, pelo menos, se mantiveram relativamente estáveis — como é o caso de transporte, armazenagem e comunicação. Já na segunda metade, registrou-se resultado negativo na taxa de sindicalização da maioria dos segmentos considerados. A maior queda ocorreu na área de transportes, armazenagem e comunicação (-8,0 pontos percentuais). Na agricultura e no setor de construção, a sindicalização permaneceu relativamente estável.

Poder-se-ia destacar, finalmente, que, considerando o peso relativo dos empregados sindicalizados nos diferentes setores econômicos, é possível atribuir o recuo da taxa de sindicalização total à queda experimentada pelo associativismo nas áreas de educação, saúde e serviços sociais, de outras atividades e da administração pública.

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Evolução recente da estrutura sindical no Rio Grande do Sul

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Edição: Ano 13 nº 06 - 2004

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Nos anos 80, o sindicalismo brasileiro viveu uma fase de ascenso, expresso no movimento grevista e no fortalecimento da prática da negociação coletiva. A década de 90, no entanto, foi marcada por uma maior fragmentação da representação de patrões e empregados — favorecida pelo fim do controle do Governo sobre os assuntos internos dessas entidades desde 1988 — e pela queda do poder de barganha sindical decorrente do aumento do desemprego, das políticas de estabilização econômica e da modernização organizacional e gerencial introduzida nas empresas. A fragmentação expressa-se no aumento do número de sindicatos, que, no Brasil, passou de 10.075 em 1990 para 15.961 em 2001 (aumento de 58,4%) e, no

Rio Grande do Sul, de 1.066 para 1.589 no mesmo período (aumento de 49,1%). Esse aumento correspondeu a uma elevação da participação de organizações com até 500 sócios no total de entidades. No País, essa participação passou de 48,2% em 1990 para 56,9% em 2001 e, no RS, de 48,9% para 57,3% no mesmo período. A redução do poder de barganha expressa-se, principalmente, no declínio do movimento paredista, mas também na diminuição da densidade sindical, a parcela da População Economicamente Ativa associada a sindicatos. No Brasil, a densidade passou de 15,6% em 1992 para 15,3% em 2002, enquanto, no RS, ela passou de 24,9% para 21,7% nesse período.

Evolução recente da estrutura sindical no Rio Grande do Sul

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