Textos com assunto: pós-graduação

Evolução das taxas de formação de mestres e de doutores no RS

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Edição: Ano 24 nº 04 - 2015

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O capital humano tem papel fundamental no crescimento de qualquer economia. Quanto maior for o estoque desse fator produtivo, maiores serão as possibilidades de aumento do bem-estar de um país. A educação formal, desde que seja de boa qualidade, contribui decisivamente para o aumento das habilidades da população. Os níveis mais elevados desse tipo de educação, o mestrado e o doutorado, possuem peso decisivo nesse contexto, pois são elementos indispensáveis para o avanço da fronteira da ciência e da inovação, possibilitando a criação de novos produtos, processos e serviços. Assim, é importante acompanhar a evolução do número de concluintes em cursos de mestrado e doutorado no RS, comparativamente às outras unidades federativas mais industrializadas. Com esse propósito, são utilizados aqui dois indicadores específicos: (a) taxa de formação de mestres por 100.000 habitantes; e (b) taxa de formação de doutores por 100.000 habitantes (GEOCAPES-IBGE). As taxas são avaliadas para os anos 2000 e 2013.

Em 2013, o RS apresentou a maior taxa de formação de mestres dentre os seis estados mais industrializados (pelos critérios da Pesquisa Industrial Anual). Esse resultado positivo pode ser explicado por dois fatores: (a) em 2000, o RS já possuía um indicador robusto, relativamente aos demais estados selecionados; e (b) no período 2000-13, a evolução desse indicador foi significativa (164,9%). São Paulo, o estado mais industrializado, apresentou um crescimento em sua taxa de 63,1% ao longo do período, com evolução de 17,1 mestres por 100.000 habitantes em 2000 para 28,0 em 2013.

Dentre os estados selecionados, aquele que obteve a maior taxa de formação de doutores foi São Paulo. O indicador paulista era de 8,3 em 2000 e de 13,2 em 2013, resultando em variação de 58,7%. O segundo colocado, RS, apresentava uma taxa de 3,1 em 2000, elevando-se para 13,0 em 2013, o que equivale a um crescimento de 320,6%.

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Evolução positiva e consistente dos programas de pós-graduação gaúchos

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Edição: Ano 22 nº 01 - 2013

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As atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas por programas de pós-graduação (PPG) possuem um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento social e econômico dos países. De modo geral, eles fornecem mão de obra altamente qualificada ao mercado de trabalho e, mais além da habitual geração de conhecimentos básicos no campo da ciência, conhecimentos aplicados que servem de substrato para o surgimento de inovações sociais e/ou tecnológicas nos setores público (sociedade civil e estatal) e privado (atividades produtivas).

Pode-se afirmar que o Estado do RS tem uma estrutura de pós-graduação invejável. Em 2010, possuía 261 PPG, o que correspondia a 9,2% do total de programas existentes no País. Enquanto o Brasil apresentava 1,5 PPG/100.000 hab., o território gaúcho contava com um número significativamente maior de programas (2,4 PPG/100.000 hab.). Em relação às outras unidades da Federação, ficava atrás apenas do DF (3,2 PPG/100.000 hab.), seguido de perto por RJ (2,2) e PR (2,0).

A análise da evolução do número de PPG aponta igualmente para uma situação positiva. Efetivamente, o Estado quase duplicou o seu total em pouco mais de uma década, passando de 137 programas em 2000 para 261 em 2010. Além disso, esse crescimento refletiu-se de modo favorável em relação ao montante da população. Se, no início do período considerado, havia pouco mais de um programa por 100.000 habitantes (1,4 PPG), ao seu final, já existiam mais de dois (2,4). Ressalta-se que essa expansão da pósgraduação, superando a da população, verificou-se ao longo de todo o período analisado (ver gráfico).

É importante destacar também que o mesmo comportamento dinâmico dos PPG é comprovado ao analisar somente os programas das áreas de formação tecnológica. Isso evidencia um quadro favorável à promoção de inovações tecnológicas no tecido produtivo rio-grandense, no âmbito dos possíveis relacionamentos entre universidades e empresas.

Enfim, o exame dos dados mostra, por um lado, o aumento notável dos programas multidisciplinares, caracterizando-os como uma área emergente no cenário da pós-graduação gaúcha e, por outro, o fraco crescimento da área das ciências agrárias.

Evolução positiva e consistente dos programas de pós-graduação gaúchos

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