Textos com assunto: Países da União Européia

As exportações gaúchas para a União Europeia em 2011

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Edição: Ano 21 nº 02 - 2012

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As exportações gaúchas para a União Europeia somaram US$ 3,6 bilhões em 2011 — 17,1% a mais que em 2010. Esse valor representou 18,6% do total exportado pelo Estado no ano. Dentro do bloco, os principais destinos foram Holanda (19,3%), Alemanha (14,9%), Bélgica (13,4%), França (11,7%), Espanha (11,3%) e Reino Unido (7,1%). Desses países, tiveram uma queda nas exportações a Bélgica (-16%) e o Reino Unido (-13,6%). Os demais destinos citados tiveram aumento no valor exportado pelo RS, sendo que, para a França, houve um aumento de 139,4% nesse valor, ou seja, US$ 245,6 milhões em termos absolutos. Assim, esse país ultrapassou a Espanha, a Itália e o Reino Unido entre os principais destinos no bloco. As exportações para a Espanha também tiveram um bom desempenho em 2011, com um crescimento de 37,1%. A contribuição de cada país no desempenho das exportações gaúchas para o bloco dependeu muito das principais mercadorias que cada país importa do Estado.

O produto mais exportado para o bloco foi farelo de soja, 21,8% do total, um aumento de 50,8% em relação a 2010. Os principais destinos dessa mercadoria foram Espanha e França, os quais também contribuíram para o aumento nas exportações para o bloco, principalmente este último, que teve um acréscimo de 224,2% nesse produto, US$ 122 milhões em termos absolutos.

A segunda mercadoria mais exportada foi tabaco não manufaturado, representando 18,4% do total. Houve uma queda de 14,3% no total exportado para a União Europeia. Esse desempenho negativo foi resultado da queda para os dois principais destinos dessa mercadoria no bloco: Bélgica (-38,4%) e Alemanha (-14,3%).

Com uma participação de 6% nas exportações para o bloco, polímeros de etileno aparece como terceira principal mercadoria. Puxadas, principalmente, pelo crescimento ocorrido na Bélgica (51,1%) e na Espanha (50,5%), as exportações desse produto para o bloco tiveram um aumento de 31,9%.

As exportações de outras preparações de carne atingiram um valor de US$ 204,9 milhões, sendo esse o quarto produto mais exportado pelo RS para a União Europeia. Os dois principais destinos dentro do bloco foram Reino Unido e Alemanha, que, juntos, representaram 73,3% das exportações dessa mercadoria para a União Europeia.

Em quinto lugar, calçados de couro natural aparece com 5,4% do total exportado para a União Europeia, tendo uma queda de 33% em relação a 2010. Esse desempenho ruim do setor de calçados já vem sendo observado, há alguns anos, nas exportações gaúchas como um todo. Para a União Europeia, os dois principais destinos dessa mercadoria em 2010 tiveram quedas significativas em 2011. Para a Itália, a queda foi de 35,4% no valor desse produto, enquanto, para o Reino Unido, houve uma queda de 53,4%, o que fez com que esse País deixasse de ser o principal destino desse produto na União Europeia, caindo para terceira posição.

A exportação de éteres teve um peso de 4,3% nas exportações, sendo o sexto produto mais exportado para o bloco, com um valor 3,5% maior que o registrado em 2010. Os únicos dois destinos dessa mercadoria, Holanda e Espanha, contribuíram de forma oposta nas exportações gaúchas. Enquanto, para a Holanda, houve uma queda em termos absolutos de US$ 49,4 milhões, para a Espanha, ocorreu um aumento de US$ 54,7 milhões no valor exportado, compensando a queda ocorrida na Holanda.

Dessa maneira, observa-se que o bom desempenho da Espanha e da França em 2011 foi acompanhado do aumento da exportação de farelo de soja para esses países. Já a diminuição do valor exportado para a Bélgica e para o Reino Unido deu-se, principalmente, pela redução na exportação de tabaco no caso da Bélgica, e pela redução na exportação de calçados para o Reino Unido.

As exportações gaúchas para a União Europeia em 2011

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Impasses na Rodada Doha: repercussões para o Brasil

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Edição: Ano 16 nº 09 - 2007

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Após seis anos de negociações, o impasse ainda continua. O que está em jogo e interessa ao Brasil é a abertura dos mercados agrícolas da União Européia (UE) via cortes em suas tarifas aduaneiras para produtos agrícolas e o decréscimo no total de subsídios agrícolas concedidos pelos Estados Unidos aos seus produtores. Em contrapartida, países emergentes como o Brasil reduziriam suas restrições à importação de produtos industrializados e serviços. Todavia, com a diminuição das alíquotas consolidadas na Organização Mundial do Comércio (OMC), estas ficarão muito próximas das efetivamente praticadas pelo Brasil, o que dificultará a elevação de tarifas, quando necessário.

A forte expansão das exportações do agronegócio brasileiro tem aumentado o receio da concorrência brasileira na UE e nos EUA, ao mesmo tempo em que a maior entrada de produtos industriais e de serviços provenientes dessas regiões também é preocupante para o Brasil. Um resultado positivo da Rodada poderá favorecer as exportações brasileiras e gaúchas. Contudo, apesar de várias propostas, até agora as ofertas para alcançar um acordo comercial foram consideradas insuficientes por ambas as partes, levando a que as negociações sejam retomadas em setembro.

Impasses na Rodada Doha repercussões para o Brasil

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