Textos com assunto: mercosul

As exportações gaúchas para o Mercosul: 1996-06

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Edição: Ano 16 nº 05 - 2007

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Ao longo da última década, os ciclos econômicos dos países-membros signatários do Tratado de Assunção, que criou o Mercosul em 1991 (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), afetaram profundamente as relações econômicas e políticas do bloco. Isso se refletiu no comércio bilateral de cada país com o Brasil e, por conseguinte, no comércio exterior do Rio Grande do Sul com esses parceiros comerciais.

O gráfico evidencia a evolução das exportações brasileiras e gaúchas para o Mercosul no período 1996-06 e, portanto, exclui a Venezuela, que aderiu ao bloco na metade deste último ano. Chama atenção a queda acentuada do comércio intrabloco no ano de 2002, quando foi atingido o ápice das crises econômicas argentina e uruguaia, resultando em uma contração das vendas externas destinadas ao Mercosul de -48,0% para o Brasil e de -51,6% para o RS.

No período 1996-06, a variação em valor das exportações brasileiras e gaúchas alcançou 91,0% e 84,3% respectivamente, e as taxas de crescimento dos três últimos anos continuaram apresentando-se mais elevadas para o Brasil (57,1%, 31,6% e 19,0%) do que para o Rio Grande do Sul (45,3%, 21,3% e 13,2%). Entretanto, considerando a participação nas exportações para o Mercosul, tem-se maior importância do RS (14%) em relação ao BR (10,4%).

Contudo, levando-se em conta o valor em dólares, apesar das freqüentes oscilações do comércio regional e dos inúmeros contenciosos registrados entre os países-membros, tanto as exportações Brasil-Mercosul como as do RS-Mercosul apresentaram, em 2006, cifras nunca antes alcançadas no período examinado: US$ 14,0 bilhões e US$ 1,7 bilhão respectivamente.

As exportações gaúchas para o Mercosul 1996-06

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Adesão da Venezuela ao Mercosul

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Edição: Ano 15 nº 11 - 2006

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Com a entrada da Venezuela no Mercosul, em julho de 2006, ficou estabelecido que a liberalização comercial intrabloco ocorrerá de forma gradual, embora, nas negociações com terceiros países, deva ocorrer incorporação imediata da Venezuela ao bloco, com direito a voto.

A adesão da Venezuela ao Mercosul pode apresentar vantagens aos demais membros pela ampliação do mercado, por ser importante fonte energética, por dispor de recursos financeiros para serem aplicados na região e pelo aumento do poder de barganha do bloco nas negociações com países extrazona, dentre outros.

No período de jan.-set./06, em relação aos nove meses do ano anterior, verifica-se que as importações provenientes da Venezuela cresceram mais do que as exportações, tanto em nível nacional como estadual. Enquanto a Venezuela vende ao Brasil e ao Estado principalmente matérias-primas, como combustíveis, uréia e enxofre, nas exportações brasileiras para a Venezuela prevalecem os produtos manufaturados, como terminais portáteis de telefonia celular, automóveis, tratores e suas partes, além de carnes de aves e de carnes preparadas. Já do RS, são vendidos, particularmente, tratores, ônibus e suas partes, máquinas agrícolas e carnes de aves.

O elevado incremento do intercâmbio comercial Brasil-Venezuela, em especial nos dois últimos anos, animou alguns empresários de ambos os países. Contudo existe um certo receio pelo acréscimo da concorrência nos países menores do bloco e, especialmente, no andamento das negociações externas do Mercosul.

Adesão da Venezuela ao Mercosul

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As exportações do RS para o Mercosul

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Edição: Ano 14 nº 06 - 2005

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Após a séria crise enfrentada pelo Mercosul até 2002, ano de pior performance das vendas gaúchas para os países parceiros do bloco, verificam-se taxas de crescimento das exportações estaduais para os países-membros bem maiores do que as verificadas para o total exportado pelo Estado. Analisando-se as vendas externas do RS, de janeiro a abril, nos últimos três anos, observa-se um incremento de 80,9% em 2004, em relação a 2003, e de 20,9% em 2005, comparado com 2004. Esse resultado foi influenciado pelas vendas para a Argentina, que vêm absorvendo quase dois terços do valor embarcado para o bloco (nos mesmos períodos, as exportações totais do RS cresceram 35,7% e 6,8% respectivamente). Como decorrência, a representatividade do Mercosul nas exportações totais passou de 9,7% para 14,6%, quando se comparam os primeiros quatro meses de 2003 e 2005.

As exportações para os países vizinhos estão concentradas em quatro capítulos, que participaram com mais de 60% do valor embarcado. No Capítulo 84, destacam-se as vendas de máquinas agrícolas e de motores diesel e semidiesel, e seu decréscimo, em 2005, deve-se à redução do valor exportado de colheitadeiras e de ceifeiras debulhadoras para a Argentina. Já o Capítulo 39 contribui, principalmente, com as vendas de polímeros de etileno e de propileno, ambos em formas primárias, enquanto, no Capítulo 29, distinguem-se os hidrocarbonetos, sendo que esses dois capítulos denotaram elevadas taxas de crescimento, de 73,4% e 131,2%, respectivamente, de janeiro a abril de 2005 em relação ao mesmo quadrimestre do ano anterior. E, no Capítulo 87, salientam-se as exportações de tratores e de carrocerias no primeiro quadrimestre deste ano.

As exportações do RS para o Mercosul

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As exportações do RS por blocos econômicos

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Edição: Ano 14 nº 04 - 2005

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No primeiro bimestre de 2005, as exportações do RS aumentaram 20,41% em relação aos primeiros dois meses
de 2004, tendo se sobressaído as vendas para a América Latina (Mercosul e ALADI).

Dentre os principais produtos exportados pelo RS para o Mercosul no período jan.-fev./05, destacaram-se: polietileno; colheitadeiras; benzeno; ceifeiras-debulhadoras; e tratores. Para a ALADI (exceto Mercosul), as mercadorias mais exportadas foram carrocerias para ônibus; tratores; polietileno; calçados de couro; e carne e frango. As vendas para a União Européia constituíram-se principalmente de calçados de couro; fumo; farelo de soja; carne de frango; e polietileno. Para a região do NAFTA, salientaram-se as exportações de calçados de couro; tratores; benzeno; carrocerias para ônibus; e outras obras de couro natural. A Ásia (exceto Oriente Médio) comprou principalmente fumo; farelo de soja; carne de frango; óleo de soja; e pasta química de madeira.

Enquanto as exportações do RS para o NAFTA, o Mercosul e a ALADI constituem-se basicamente de produtos
manufaturados e semimanufaturados, para a União Européia e a Ásia predominam as vendas de produtos básicos e semimanufaturados. Com a seca, entretanto, as exportações de produtos básicos (especialmente alimentos), este ano, ficarão prejudicadas, abrindo espaço para um aumento na participação de produtos industrializados na pauta exportadora. Esse foi o caso dos calçados exportados para a União Européia, os quais foram beneficiados pela desvalorização do dólar frente ao euro, o que compensou, em parte, a valorização do real frente ao dólar.

As exportações do RS por blocos econômicos

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O Mercosul mais ampliado: Peru novo sócio

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Edição: Ano 12 nº 09 - 2003

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Com a assinatura do acordo entre o Mercosul e o Peru para a formação de uma zona de livre comércio, amplia-se o número de países associados ao bloco, que agora já são três: Chile, Bolívia e Peru. Para o Rio Grande do Sul, esse acordo pode representar um crescimento das vendas externas, em especial de segmentos industriais. Apesar de o Peru representar apenas 0,4% das exportações gaúchas de janeiro a julho correntes, as vendas para esse país concentraram-se em polietilenos; máquinas e aparelhos; tratores; calçados (de couro, borracha e plástico); objetos de vidro; e veículos, chassis com motor e carrocerias para transporte coletivo. E esses produtos também são muito vendidos para os outros dois países associados ao bloco.

O acordo Mercosul-Peru abre novas oportunidades para o Estado ampliar suas vendas externas de produtos industrializados, alguns dos quais considerados dinâmicos. Isto porque é no início do processo de integração que são feitas as maiores concessões tarifárias. Tal fato ganha maior relevância não só por aumentar o valor agregado dos produtos exportados pelo RS, mas também porque contribui para Desconcentrar as exportações gaúchas, pois cerca de 40% das vendas de janeiro a julho de 2003, assim como em igual período do ano passado, foram de produtos ligados aos segmentos calçadista, de fumo e de soja e seus derivados. Igualmente, é importante o fato de que, apesar dos inúmeros problemas dos países-membros do Mercosul, o bloco continua ampliando o número de países associados, aumentando os mercados e a integração das economias sul-americanas, o que pode contribuir para as negociações com outros blocos e, em especial, para a conformação da ALCA.

O Mercosul mais ampliado Peru novo sócio

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O comércio RS-Mercosul

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Edição: Ano 11 nº 12 - 2002

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De janeiro a outubro de 2002, a queda das exportações gaúchas para o Mercosul foi de 55,94%, devido à crise na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. Os principais produtos exportados para o bloco pelo Estado no período foram: polietileno, adubos e fertilizantes, erva-mate, colheitadeiras, benzeno, carnes de suíno, tratores e suas partes e acessórios, produtos manufaturados do fumo e inseticidas.

As importações do RS provenientes do Mercosul também se reduziram (-26,65%) nos primeiros 10 meses de 2002, não só devido à desvalorização do real frente ao dólar como também pelas dificuldades da Argentina para produzir e exportar, causadas pelo “corralito”. Os principais produtos importados pelo RS provenientes do Mercosul no período enfocado foram: combustíveis, trigo, gás natural, couro bovino, pneus, butano liquefeito, arroz, motores diesel, garrafas e frascos de plástico.

Desde 1991 — ano da criação do Mercosul — até 1998, a corrente de comércio (exportações mais importações) entre o RS e esse bloco manteve-se crescente, tendo atingido seu patamar mais alto em 1998. Em 1999, mesmo com a desvalorização do real, as exportações gaúchas para o Mercosul caíram, ocorrendo situação idêntica com as importações. Como conseqüência, a corrente de comércio também diminuiu. Em 2000, as exportações elevaram-se um pouco, mas as importações cresceram muito mais. E a corrente de comércio, inclusive, superou a de 1997. A partir de 2001, porém, as relações de comércio entre o Estado e o Mercosul diminuíram sensivelmente, fato que se agravou fortemente em 2002.

O comércio RS-Mercosul

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