Textos com assunto: Inovações tecnológicas

Cooperação para a inovação no RS: fornecedores e universidades em destaque

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Edição: Ano 20 nº 01 - 2011

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De acordo com os dados da última Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec-IBGE, com apoio do Finep e do MCT), ano 2008, que trata das inovações de produto ou processos tecnologicamente novos ou substancialmente aperfeiçoados, as empresas inovadoras das indústrias extrativas e de transformação no Brasil mostraram aspectos auspiciosos com respeito às relações de cooperação para inovação, principalmente no RS. Entre as empresas que inovaram no Brasil, um pouco mais de 10,0% delas estabeleceram projetos conjuntos de P&D e outros projetos de inovação com outra organização (empresa ou instituição). No RS, esse percentual alcança 12,5%, sendo, portanto, superior à taxa nacional.

Nesses arranjos cooperativos com outras organizações, as firmas gaúchas apontaram como principais parceiros os fornecedores (para 78,2% das firmas) e as universidades e os institutos de pesquisa (35,5%), com percentuais acima dos nacionais, de 65,3% e 29,5% respectivamente. Enquanto isso, as outras categorias de parceiros (centros de capacitação profissional e assistência técnica, consultorias, clientes, etc.) possuem percentuais menores do que os nacionais, o que representa uma menor valorização dessas categorias no Estado.

Merece destaque o dado relativo às instituições de ensino superior e de pesquisa no RS, pois, nas edições anteriores da Pintec, o seu percentual de valorização foi de somente 8,0% no ano de 2000, de 26,6% em 2003 e de 33,8% em 2005, havendo, consequentemente, um aumento gradual e expressivo da relevância dessas organizações nas atividades cooperativas de inovação. Esse tipo de colaboração (empresas e universidades) é um importante indicador da capacidade de inovar do sistema nacional de inovação.

Cooperação para a inovação no RS fornecedores e universidades em destaque

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Desempenho e dinâmica da inovação no Brasil

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Edição: Ano 19 nº 12 - 2010

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Os resultados da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec 2008), divulgada em out./10, revelam um aparente aumento do esforço inovador das empresas brasileiras. A taxa de inovação no Brasil, medida pela proporção de empresas que implementaram alguma inovação entre 2006 e 2008, aumentou para 38,4% frente aos 33,6% verificados no período 2003-05. Entre as empresas industriais, a taxa de inovação passou de 33,4% para 38,1%.

Geograficamente, a maior parte das empresas inovadoras da indústria concentram-se nas Regiões Sudeste (52,8%) e Sul (28,4%), com destaque para São Paulo, com 32% do total de empresas inovadoras, seguido por Minas Gerais (13,6%), Rio Grande do Sul (10,5%) e Paraná (9,5%). Se observadas as taxas de inovação entre esses estados, o ranking altera-se, sendo o Rio Grande do Sul o estado que exibe a maior taxa de inovação (44,1%), seguido por Paraná (42,7%), Minas Gerais (41,4%) e São Paulo (36,4%).

Apesar de os resultados mostrarem um avanço do processo de inovação no Brasil, esse crescimento não foi acompanhado pela expansão dos indicadores que constituem medidas robustas de inovação. Enquanto, em 2005, 5,6% das empresas da indústria de transformação realizaram dispêndios com atividades internas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), em 2008, esse esforço inovador se reduziu para 4,2%. Da mesma forma, observou-se uma redução dos dispêndios em atividades de inovação sobre a receita líquida de vendas, que passou de 2,8% em 2005 para 2,6% em 2008. A Pesquisa mostra que se mantém no País o padrão de inovação baseado no acesso ao conhecimento tecnológico por meio da aquisição de máquinas e equipamentos, o que revela um contraste com o padrão observado em economias desenvolvidas, onde é maior a participação dos gastos em atividades internas de P&D.

Desempenho e dinâmica da inovação no Brasil

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