Textos com assunto: importações

O controverso debate sobre substituição de importações no Brasil, em 2015-16

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Edição: Ano 25 nº 05 – 2016

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A economia brasileira, em 2015, foi marcada por uma profunda recessão, com queda de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), acompanhada pela deterioração de vários indicadores econômicos, como o emprego, o consumo, o investimento e a produção industrial. O único dado positivo é a melhora do saldo em transações correntes, o qual é atribuído, principalmente, à redução das importações (15,1% em volume, segundo dados da Funcex). Com isso, ressurgiu o debate sobre a possibilidade de estar em curso uma substituição de importações (SI) no Brasil.

Esse movimento seria estimulado pela taxa de câmbio mais depreciada, e a linha de argumentação de defesa dessa hipótese consiste na análise de dois indicadores: (a) a performance “melhor” da produção industrial em relação às importações; e (b) a redução do coeficiente de importações (CI), também denominado coeficiente de penetração de importações, o qual é calculado como a participação das importações no consumo aparente.

No que concerne ao primeiro indicador, uma análise por categorias de uso permite identificar, no ano de 2015, uma queda de 15,7% no volume das importações de bens intermediários, acompanhada por uma redução menos do que proporcional na produção industrial (-5,2%). O mesmo vale para os bens de consumo duráveis, com quedas de 26,6% nas importações e 18,8% na produção.

Seria esse um argumento válido para indicar a presença de uma SI? Poder-se-ia afirmar que a produção industrial estaria caindo ainda mais não fosse a SI? Essa é uma hipótese contrafactual, difícil de ser testada. Assim, a tentativa de resposta àquele questionamento passa pela análise dos principais itens que compõem cada categoria de uso citada, seguida pelo resgate do condicionante para a SI.

Quanto aos bens intermediários, há uma situação de relativa inelasticidade da demanda em relação às alterações nos preços relativos. Isso ocorre porque seus principais itens consistem em partes e peças para veículos, seguidos por componentes eletrônicos e compostos químicos.

No que diz respeito aos primeiros, os mesmos estão incorporados nas cadeias globais de valor, as quais tendem a diminuir a elasticidade câmbio-comércio, especialmente para aqueles processos localizados no meio ou no fim da cadeia (enquanto a globalização e a liberalização do período precedente tendiam a elevar essa elasticidade). Já os componentes eletrônicos e os químicos são caracterizados por um quadro de carência de oferta doméstica.

Por sua vez, os bens de consumo duráveis teriam algum potencial de substituição, sendo os automóveis o seu principal item. No entanto, a produção industrial de automóveis para passageiros, nessa categoria de bens, encolheu 19,4% em 2015.

Diante disso, resgata-se um condicionante para a SI, qual seja, o estímulo à oferta interna, o qual pode se dar através de uma maior utilização da capacidade instalada, e/ou a implantação de novas indústrias substituidoras de importações, resultando em uma elevação da produção.

Entretanto, na indústria de transformação, nenhum dos setores, definidos conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), retrata variação positiva na produção industrial, em 2015.

No acumulado no ano de 2016 até março, em comparação a igual período do ano anterior, os únicos setores que cresceram foram fumo (31,3%), celulose, papel e produtos de papel (1,7%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (0,9%).

Mesmo diante dessa situação desastrosa da indústria de transformação brasileira, a redução do CI no segundo e terceiro trimestres de 2015 poderia trazer algum alento (linha em vermelho no gráfico). Por outro lado, é plausível observar também as variações cíclicas desse indicador, as quais tendem a acompanhar mudanças cíclicas no PIB e na produção da indústria de transformação (linha em azul), notadamente a sincronia entre as variáveis na crise de 2008-09. Por hipótese, o comportamento cíclico do CI pode decorrer de mudanças nos estoques ou devido à maior elasticidade-renda dos importados em relação aos produtos nacionais.

Por fim, pode-se concluir que, se estiver de fato em curso uma SI no Brasil, ela é ínfima perto da brutal redução na produção industrial, a qual decorre do atual estágio recessivo da economia. Isso não significa que uma SI considerável não se possa vislumbrar no futuro. Entende-se que isso se materializará se houver um descolamento da produção industrial em relação à redução do CI, na condição de uma contenção do coeficiente importado no momento em que a economia brasileira retomar uma trajetória de crescimento.

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Valor Adicionado e importação nas exportações do Rio Grande do Sul

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Edição: Ano 24 nº 06 - 2015

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As exportações do Rio Grande do Sul, para o mercado externo e para o resto do Brasil, representavam, com base na Matriz de Insumo-Produto (MIP), 73,1% do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho de 2008. Apesar da quebra da safra e da desaceleração decorrente da crise internacional, a elevada participação das exportações em relação à produção gaúcha, principalmente na demanda de produtos agropecuários e de transformação, não foi prejudicada.

Além de apresentar o valor das exportações a preços de mercado, a MIP pode ser usada para calcular o impacto das exportações no Valor Adicionado e nas importações, direta e indiretamente. O valor a preços de mercado é a soma do Valor Adicionado, dos insumos produzidos e matérias-primas locais, dos produtos importados, das margens de comércio e de transporte e dos impostos sobre os produtos que o compõem. Porém, para descobrir a participação efetiva de cada atividade nas exportações, é necessário decompor os preços de mercado. A MIP disponibiliza as informações para se redistribuírem, entre as atividades, o Valor Adicionado e as importações utilizadas, e para estimar o tamanho das atividades nos produtos exportados. Na tabela abaixo, são apresentadas as exportações de 2008 a preços de mercado agregadas em seis atividades e sua decomposição.

O Valor Adicionado pela agropecuária nas exportações foi 2,5 vezes maior que suas exportações a preços de mercado, o que significa que seus produtos são mais utilizados como matérias-primas na exportação da indústria de transformação que vendidos in natura. Quando o destino da exportação foi o resto do País, pode–se estimar que o uso dos produtos agropecuários como matéria-prima da transformação foi aproximadamente quatro vezes maior que quando destinado para o mercado externo. Dos insumos agropecuários utilizados pela indústria de transformação, em torno de um quinto foi originado da importação e utilizado como insumo para exportação.

Como a indústria extrativa do Estado é insignificante, foram importados mais de R$ 16 bilhões de produtos minerais para serem usados como insumo para exportações (correspondendo a 11,1% do valor das exportações). Já a indústria de transformação foi, por sua própria natureza, essencialmente usuária de insumos originados em outras atividades. As exportações a preços de mercado foram 4,8 vezes maiores que o Valor Adicionado, com os insumos importados correspondendo a algo como um pouco mais de um terço do valor, e o restante, aproximadamente 45%, repartindo-se entre insumos produzidos por outras atividades e impostos. A participação do Valor Adicionado na exportação para o resto do mundo foi maior (25,7%) que na destinada a outras unidades da Federação (19,3%). Já o uso dos insumos importados foi maior na exportação interna (36,5%) que na destinada ao mercado externo (31,2%).

Combinando a decomposição com os outros dados da MIP, observa-se que a maioria da importação foi usada como insumo para exportação (51,3%) e que, tanto na agropecuária quanto na transformação, a maior parte do Valor Adicionado, respectivamente, 68,9% e 78,8%, é demandada pela exportação. Todos esses dados, mesmo sem levar em conta os efeitos induzidos pela renda, reforçam a ideia de que, excetuando eventos climáticos que impactam a agropecuária, o desempenho econômico do Estado depende principalmente de seus nexos com a situação econômica nacional e internacional.

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Argentina substitui importações de máquinas agrícolas

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Edição: Ano 23 nº 12 - 2014

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Em 14 de agosto de 2012, no ato de lançamento das primeiras linhas de tratores e colheitadeiras da marca John Deere produzidas na Argentina, a Presidente Cristina Fernandez de Kirchner deixou claro o papel estratégico do apoio governamental a esse setor no País. Nas palavras da presidente, não se tratava apenas de geração de novos postos de trabalho, mas também de balança comercial favorável, pois, no médio prazo, se esperava que a redução das importações fosse acompanhada de aumento equivalente das exportações.

Historicamente, as principais multinacionais do setor de máquinas agrícolas (AGCO, John Deere e CNH) trataram o mercado argentino como uma extensão do mercado brasileiro, principalmente no que tange à oferta dos produtos finais de maior valor agregado. As plantas industriais de tratores e colheitadeiras estavam concentradas no Brasil, que, por sua vez, abastecia os demais mercados sul-americanos.

Nos últimos 10 anos, a produção argentina de grãos cresceu em ritmo acelerado. A elevação dos preços internacionais das commodities agrícolas capitalizou os produtores rurais, gerando incentivos à expansão das áreas de cultivo (notadamente para soja e milho) e à introdução de novas tecnologias. Em condições normais, esse seria um cenário atrativo ao consumo de máquinas agrícolas. Mas as frequentes crises no mercado de divisas limitaram o atendimento dessa demanda via importações.

O Governo argentino, vislumbrando os potenciais transbordamentos de renda da agricultura para a indústria local e a oportunidade de melhorar a balança comercial de um setor historicamente deficitário (US$ 438 milhões em 2007), lançou mão de uma série de medidas voltadas à internalização da produção de máquinas agrícolas. Pelo lado da oferta, a partir de 2011, limitou-se a entrada de produtos estrangeiros de diversos segmentos industriais (inclusive de máquinas agrícolas), impondo-se exigências para a concessão de licenças de importação. No mesmo período, foram estruturados programas visando incentivar a produção industrial doméstica e destravar o investimento. Dentre esses, destaca-se o Regime de Incentivo à Fabricação Local de Bens de Capital, pelo qual as empresas do setor beneficiam-se de um bônus fiscal de 14% sobre o faturamento, utilizado no abatimento de outros tributos nacionais. Adicionalmente, o Programa de Financiamento Produtivo do Bicentenário conferiu vantagens creditícias (empréstimos em pesos, à taxa de juros fixa e subsidiada) para a realização dos investimentos de maior envergadura.

Pelo lado da demanda, o setor de máquinas agrícolas foi incluído no Programa de Financiamento Para a Ampliação e Renovação de Frota, que conta com oferta de crédito específica e um desconto (bonificación) de 7,5%, aplicado sobre a taxa de juros praticada pelo banco oficial.

Além da John Deere, outras multinacionais do setor perceberam o potencial do mercado interno argentino e, frente às dificuldades de acessá-lo através do comércio exterior, aproveitaram os incentivos existentes para aumentar sua representação no País. Novos investimentos foram realizados, sobretudo nos segmentos de tratores e colheitadeiras. Apesar de as vendas internas desses produtos não se terem recuperado integralmente desde a crise internacional e a frustração da safra 2008/09, a produção local cresceu aceleradamente (132,0% para os tratores e 110,8% para as colheitadeiras entre 2008 e 2013). Assim, o mercado interno argentino desses produtos — que, até 2008, era atendido em mais de 80% via importações — será, em 2014, pela primeira vez, abastecido majoritariamente pela produção nacional. Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina, nos três primeiros trimestres de 2014, apenas 39,0% e 31,5% do valor das vendas de tratores e de colheitadeiras realizadas no País corresponderam a máquinas importadas.

Além disso, a Argentina já ensaia os primeiros passos para ingressar no grupo dos grandes exportadores de máquinas agrícolas. Impulsionadas, sobretudo, por um convênio assinado com a Venezuela, as exportações desse segmento cresceram 80,6% entre 2007 e 2013. Persistindo essa tendência, em breve, poderá ser confirmado o vaticínio da presidente argentina quanto ao equilíbrio na balança comercial do setor.

Para a indústria gaúcha de máquinas agrícolas, é preocupante a passagem do país vizinho de principal cliente externo a concorrente nos mercados sul-americanos e africanos. Nos últimos anos, a queda das vendas para a Argentina (-56,7% de 2007 a 2013) não gerou maiores efeitos adversos na indústria local, porque foi mais do que compensada pelo crescimento do mercado brasileiro. Porém, em 2014, com a contração do mercado interno, a indústria local está ressentindo-se da diminuição das compras do país vizinho.

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Fertilizantes no Brasil: dependência das importações

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Edição: Ano 17 nº 09 - 2008

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As importações de fertilizantes no Brasil representaram, em 2007, 74% do suprimento desses produtos. O consumo nacional de nitrogênio foi suprido em 75% com importações; o de fósforo, em 51%, e o de potássio, em 92%. De acordo com a Associação Nacional Para Difusão de Adubos (ANDA), entre janeiro e julho de 2008, a quantidade de fertilizantes entregue ao consumidor final cresceu 19,94% em relação a igual período do ano anterior, enquanto a produção nacional de fertilizantes intermediários cresceu 5,07%, e a importação desses mesmos produtos aumentou 12,40%.

Constata-se um aquecimento no consumo mundial de fertilizantes, uma vez que países como China e Índia elevaram a demanda por razões de segurança alimentar, e os EUA têm necessidade de produzir mais grãos para fins alimentares, competindo com a produção de etanol com base no milho. No Brasil, o aumento na produção de grãos, cereais e fibras e também a produção de etanol, através da cana-de-açúcar, contribuem para que o consumo seja crescente.

Dessa forma, a dependência do Brasil das importações de fertilizantes, face à insuficiência da oferta mundial desses produtos em um mercado de commodities aquecido, reflete-se no movimento de alta nos preços dos mesmos. Assim, no País, enquanto o Índice de Preços por Atacado (FGV-IPA-10) aumentou 19,82% entre janeiro de 2007 e julho de 2008, o IPA Fertilizantes (FGV-IPA-OG-Fertilizantes) apresentou expressivo crescimento de 150,92%. Essa tendência gera preocupação nos produtores, com a elevação dos custos de produção e a possível diminuição da rentabilidade, e no Governo, pela necessidade de propor novas políticas públicas, aliadas a estratégias privadas, que venham a amenizar, no médio prazo, tamanha dependência e aprimorar o funcionamento desse mercado.

Fertilizantes no Brasil dependência das importações

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Crescem as importações

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Edição: Ano 14 nº 11 - 2005

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No Brasil, de janeiro a setembro de 2005, as exportações atingiram US$ 86,7 bilhões; e as importações, US$ 54,1 bilhões. No RS, nestes primeiros nove meses do ano, os valores foram, respectivamente, de US$ 7,8 bilhões e US$ 4,9 bilhões. No caso brasileiro, comparando-se com o mesmo período de 2004, o crescimento das exportações (23,9%) foi superior ao das importações (19,6%), a despeito da apreciação cambial. Já no Estado, os reflexos do câmbio apreciado, aliados principalmente aos problemas climáticos, proporcionaram um crescimento das exportações de apenas 4,5%, bem inferior ao das aquisições do exterior (28,6%). Tanto o incremento das exportações quanto o das importações nacionais e estaduais deveram-se, em especial, à elevação dos preços das mercadorias no mercado internacional, como foi o caso de algumas commodities.

Comparando-se os dados de importação das economias brasileira e gaúcha, percebe-se que esta última apresenta uma pauta mais concentrada em relação tanto aos produtos quanto à origem dos bens adquiridos no mercado externo. Os capítulos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) que registraram os maiores valores importados, de janeiro a setembro corrente, foram combustíveis e reatores, máquinas e mecânicos, que, juntos, participaram com 34% no Brasil e 57% no RS do total adquirido no exterior.

Analisando-se os dados do País por setores de contas nacionais, os mais representativos na pauta importadora foram: os bens intermediários (43,8%), com ênfase nos insumos industriais, seguidos das aquisições de bens de capital (29,5%) e de combustíveis e lubrificantes (18,1%). Já nas importações gaúchas, destacaram-se os combustíveis e lubrificantes (46,7%), seguidos dos bens intermediários (31,7%), em particular os insumos industriais, e dos bens de capital (17,3%). Com a valorização do real, as importações de bens de capital e de insumos industriais podem estar Contribuindo para explicar parte do acréscimo das exportações, tendo em vista o aumento da competitividade externa, graças aos menores custos de produção, à melhoria na qualidade dos produtos e a aumentos das operações de drawback, diminuindo o impacto da apreciação cambial nas exportações.

Argentina, Nigéria e Argélia representaram, juntos, 53% do valor importado pelo RS de janeiro a setembro, sendo esses países os principais fornecedores de combustíveis ao Estado. No nível nacional, as principais origens, por ordem decrescente de participação, foram: Estados Unidos, Alemanha, Argentina, China, Japão, Argélia e França, que, juntos, participaram com 57,3% das importações. A representatividade dos produtos argentinos na pauta gaúcha continua superior à nacional, fruto do grande crescimento das aquisições de veículos (625%) e de produtos químicos orgânicos (387%), como o etilbenzeno.

Ao se analisarem as importações tanto do País quanto do Estado, deve ser destacado o papel crescente que vem sendo desempenhado pela China, da qual, no Brasil, nos primeiros nove meses de 2005, salientaram-se, pelo seu valor, as aquisições de produtos eletrônicos e têxteis e, no RS, as de máquinas e aparelhos mecânicos e de calçados. Essa situação gerou um pedido de salvaguarda contra produtos chineses, em particular para os produtos têxteis e os calçados, os quais vêm entrando no mercado nacional com preços muito baixos, concorrendo diretamente com o produtor nacional. Destarte, os setores que se sentirem prejudicados pela alta das importações oriundas da China poderão manifestar-se, desde que comprovem o dano ou a ameaça de dano, uma vez que essas salvaguardas estão previstas na Organização Mundial de Comércio.

Crescem as importações

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Retração das importações gaúchas em 2002

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Edição: Ano 11 nº 10 - 2002

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O baixo nível de atividade da economia brasileira, o aumento do preço do dólar e a dificuldade da Argentina para exportar, devida, principalmente, ao “corralito”, são as principais causas da retração nas importações do RS (-23,52%) de janeiro a agosto de 2002.

Nas compras oriundas do Mercosul, a queda foi de 30,05%, e, nas da Argentina, o recuo foi de 33,85%. Mesmo assim, esse país ainda continuou a ser o primeiro fornecedor externo do RS, com participação de, aproximadamente, 24% no total importado pelo Estado, seguido por Estados Unidos (15%), Nigéria (12%), Alemanha (8%) e Uruguai (5%). Por blocos econômicos, o principal fornecedor do Estado, no período, foi o Mercosul, participando com 29%, seguido da União Européia (21%) e da África (17%).

O principal produto da pauta de importações do Estado, até agosto, foi petróleo e derivados (em função do Pólo Petroquímico), que respondeu por mais de 20% da pauta, seguido de componentes para adubo, trigo, acessórios para veículos, gás natural, couros e peles.

Do total importado nos primeiros oito meses do ano, por fator agregado, 67% foram de produtos manufaturados; 26%, de básicos; e apenas 7%, de semimanufaturados. Por setores de contas nacionais, 18% foram de bens de capital; 47%, de bens intermediários (sendo 37% de insumos industriais); 8%, de bens de consumo; e 27%, de combustíveis e lubrificantes.

Retração das importações gaúchas em 2002

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