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Panorama da indústria de equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos

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Edição: Ano 22 nº 09 - 2013

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Os produtos finais da indústria de equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos (EMHO) têm seu uso relacionado às práticas médicas, ou seja, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças. Consistem numa gama muito diferenciada de bens, envolvendo desde equipamentos de alta complexidade (como aparelhos de ressonância magnética) até materiais de uso corrente (como seringas, luvas e aventais). Em consequência, uma grande heterogeneidade tecnológica caracteriza o setor, sendo que alguns segmentos incorporam a seus produtos conhecimentos científicos de ponta, sobretudo nas áreas da microeletrônica, da mecânica de precisão e da química fina.

O mercado internacional de EMHO é dominado por países desenvolvidos, sendo que somente Estados Unidos e Japão participam em mais de 50% das vendas mundiais. Nesse mercado, a competição é baseada na diferenciação de produtos, razão pela qual os investimentos em pesquisa e desenvolvimento têm papel essencial na ampliação e na conquista de novos mercados. O esforço inovativo, com vistas à crescente sofisticação dos produtos, é o imperativo que está na base da dinâmica desse setor.

No Brasil, a indústria de EMHO caracteriza-se pela predominância de empresas de pequeno e médio portes, com baixa e média tecnologia. Verifica-se uma concentração espacial no Estado de São Paulo, onde se localizam 75% das empresas. O setor atende cerca de 55% da demanda nacional de EMHO, e os segmentos de produtos odontológicos, implantes e materiais de consumo são os mais dinâmicos. O Brasil importa principalmente bens de alto valor agregado, como equipamentos para diagnóstico por imagem, sobretudo dos EUA, Alemanha e Japão. As exportações brasileiras estão centradas em materiais de consumo médico-hospitalar, destinadas principalmente aos países do Mercosul. Em alguns produtos da linha odontológica, bem como em incubadoras para recém-nascidos, o Brasil desenvolveu bom nível de competitividade internacional.

A indústria gaúcha de EMHO não tem uma participação significativa, representando apenas 5% do emprego brasileiro no setor. Em 2010, contavam-se 224 empresas localizadas, em grande parte, na Região Metropolitana de Porto Alegre e em Pelotas.

As perspectivas de crescimento da indústria de EMHO são promissoras, em face, por um lado, das mudanças no perfil etário da população (aumento da esperança de vida e da incidência de doenças crônico-degenerativas) e, por outro, da ampliação da demanda por serviços públicos de saúde.

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