Textos com assunto: comércio varejista

Consumo e produção: novamente andando juntos?

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Edição: Ano 21 nº 07 - 2012

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Durante os primeiros anos da década passada, o comércio varejista cresceu a taxas inferiores às da indústria brasileira. Essa diferença foi resultado, por um lado, de uma política econômica restritiva, associada ao cenário externo adverso, que se traduzia na escassez de divisas estrangeiras e impunha à economia um ritmo de crescimento do tipo stop and go, e, por outro, de uma taxa de câmbio em processo de desvalorização. Crédito restrito e juros altos inibiram a expansão do consumo doméstico. E a forte demanda externa e o real desvalorizado incentivaram as exportações industriais

A partir de 2004-05, as condições econômicas mudaram. Medidas como aumentos reais do salário mínimo, expansão do Programa Bolsa Família, aumento do crédito, reduções temporárias de impostos sobre o consumo e diminuição das taxas de juros obtiveram sucesso em expandir o consumo. Desde o quarto trimestre de 2003, esse item da demanda interna cresce ininterruptamente.

Na metade da década, também teve início o processo de valorização da taxa de câmbio. Como consequência, os produtos industrializados perderam competitividade no exterior, ao mesmo tempo em que a importação de bens de consumo era facilitada pelo barateamento do dólar. A maior competição à que a indústria nacional foi exposta, tanto no mercado externo quanto no doméstico, fez com que suas taxas de crescimento passassem a minguar.

O aumento do consumo passou, portanto, a ser suprido, em grande parte, pelas importações crescentes. Ao mesmo tempo, a conta externa era fechada pelas exportações de commodities agrícolas e minerais, cujos preços estavam em alta no mercado internacional, e pelo forte ingresso de capitais na conta financeira. Nesse contexto, a taxa de câmbio permanecia valorizada, apesar da deterioração crescente do déficit em transações correntes.

Esse arranjo chegou ao extremo durante a crise que seseguiu ao estouro da “bolha imobiliária” norte-americana em 2008. A produção industrial nacional despencou, como resultado da queda abrupta da demanda internacional. Visando manter a demanda interna aquecida e garantir o prosseguimento do crescimento econômico, o Governo aprofundou as medidas creditícias e fiscais de estímulo ao consumo. Deu resultado. O volume de vendas do comércio logo voltou a crescer às taxas anteriores.

A produção industrial demorou mais para se recuperar. Apenas no começo de 2010, o nível de produção de setembro de 2008 foi novamente alcançado. A partir desse ponto, entretanto, o setor parou. Não conseguiu mais crescer em meio às condições externas ruins, de baixa demanda nos países desenvolvidos, e de uma taxa de câmbio ainda apreciada. Como resultado, o diferencial de crescimento entre o comércio e a indústria aumentou.

Nos últimos meses, esse cenário sofreu algumas alterações. Pelo lado do consumo, já se discutem os limites do crescimento do comércio como decorrência de estímulos creditícios e fiscais, tendo em vista o aumento da inadimplência em alguns segmentos (notadamente o de crédito para compra de automóveis) e algumas evidências de saturação no consumo de bens duráveis. Pelo lado da indústria, a principal notícia é a desvalorização da moeda brasileira, que se soma às medidas de política industrial e à redução dos juros. Uma expansão marginal menor do comércio e uma retomada da produção industrial, voltada para atender parcelas do mercado interno antes ocupadas por importações, podem ser o resultado do novo patamar cambial mais depreciado.

Consumo e produção novamente andando juntos

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Impactos da crise no comércio gaúcho

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Edição: Ano 18 nº 09 - 2009

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Segundo o Índice de Vendas do Comércio (IVC) – Convênio FEE e Fecomércio-RS -, o Estado experimentou, em 2009, com o advento da crise, uma retração que não era verificada desde 2005, ano da última grande estiagem. O volume de vendas, no primeiro semestre de 2009, retraiu-se 3,0% quando comparado com igual período do ano anterior. Em 2005, a queda foi de 6,7%.

No atacado, a retração não foi tão intensa (-1,3%). O comércio atacadista de veículos, motocicletas, partes, peças e acessórios (13,5%) e o de matérias-primas agropecuárias (13,4%) foram os responsáveis pela amenização na queda do atacado. No entanto, quedas acentuadas foram verificadas no segmento de produtos intermediários industriais (-16,3%) e no de material de construção, madeira, ferragens e ferramentas (-19,7%).

No varejo, a redução (-4,7%) foi a maior verificada nesta série (início em 2004). À exceção do comércio varejista de combustíveis e lubrificantes (4,5%), houve queda em todos os demais setores, com destaque (negativo) para o segmento de materiais de construção (-13,9%) e o de tecidos, vestuário e calçados (-13,4%). Além desses, salienta-se o de produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,6%) e o de veículos, motocicletas, partes, peças e acessórios (-4,8%), que exercem influência significativa no índice agregado do varejo.

Impactos da crise no comércio gaúcho

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A expansão do comércio é para valer

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Edição: Ano 17 nº 01 - 2008

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O ano de 2007 foi generoso com o comércio gaúcho. A consistência do crescimento tem-se evidenciado pelo fato de que quase todos os setores têm apresentado taxas de crescimento positivas e em elevação como há muito não se observava. Mesmo a menor variabilidade das taxas entre os setores e entre as regiões reforça isso.

Tanto o comércio varejista como o comércio atacadista apresentaram taxas significativas de crescimento no acumulado do ano até outubro, em relação ao mesmo período de 2006. Os dados do Índice de Vendas do Comércio (IVC), calculado pela FEE, mostram um crescimento de 8,4% para o comércio em geral, 11,5% para o atacadista e 5,8% para o varejista.

Contribuiu para isso a queda da taxa de juros desde 2005, cujo impacto se fez sentir com maior intensidade no setor de bens duráveis, embora o comércio como um todo tenha se beneficiado disso. Os efeitos do alívio da política monetária aparecem com certa defasagem no tempo, de modo que, mesmo com a interrupção, pelo Banco Central, da trajetória de queda da taxa Selic, o comércio deve continuar a colher os frutos do aumento de demanda ainda por certo tempo. As taxas ao consumidor também respondem com certa defasagem em relação a essa taxa e, ainda que lentamente, seguem caindo. Além disso, há um aumento na oferta de crédito, acompanhado por um alongamento nos prazos de pagamentos, que tende a ampliar a base de consumidores.

Outra explicação para o bom desempenho do comércio foi a recuperação do setor agrícola no Estado, o que se reflete no desempenho excepcional do comércio atacadista de matérias- primas agropecuárias, cujo crescimento foi de 21,4%. Ressalte- se, porém, que a base de comparação ficou prejudicada pelo desempenho bastante fraco do setor no período 2004-06.

O comércio varejista de veículos, motocicletas, partes, peças e acessórios cresceu 18,1% em 2007, em relação ao mesmo período de 2006, quando já apresentava crescimento significativo. Esse é justamente o setor em que o crédito mais tem crescido.

Já o crescimento do setor atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos (21,3%) sinaliza uma retomada do investimento e oferece uma perspectiva de maior sustentabilidade ao crescimento. O seu desempenho reflete um otimismo em relação a vendas futuras.

Em termos regionais, vale destacar as duas maiores cidades do Estado, Porto Alegre e Caxias do Sul, que apresentaram um crescimento do comércio em geral de 12,7% e 10,6% respectivamente. Esses desempenhos acima da média estão associados aos bons resultados do produto industrial das regiões, que contribuem para a alta da massa salarial e do consumo, mais do que nos municípios menores.

O bom desempenho do comércio, se não ocorrerem choques, deve-se manter ao longo de 2008. Mesmo que a indústria esteja próxima do limite da capacidade instalada, o comércio tem a alternativa de incrementar seu mix de produtos ofertados com importações, dada a perspectiva de uma taxa de câmbio favorável a essa estratégia.

A expansão do comércio é para valer

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Comércio retoma o crescimento

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Edição: Ano 16 nº 09 - 2007

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Depois de um período de crise, o comércio gaúcho começa a apresentar um crescimento significativo no primeiro semestre de 2007, acompanhando o bom desempenho dos outros setores da economia.

Desde junho de 2007, a FEE, no âmbito da parceria com a Fecomércio-RS e com a Secretaria da Fazenda, expandiu a cálculo do Índice de Vendas no Varejo (IVV), calculando um indicador adicional para o atacado e compondo os dois indicadores num indicador geral para o comércio: o Índice de Vendas do Comércio (IVC). Com esse indicador, tem-se uma medida do desempenho do comércio a partir da movimentação do ICMS. Há uma desagregação para 20 setores e, geograficamente, para macro e microrregiões e para os principais municípios do Estado.

Quanto ao desempenho dos municípios, observa-se que Porto Alegre apresentou um crescimento de 7,9% no primeiro semestre de 2007, seguido por Passo Fundo (7,7%) e Canoas (7,2%). Pelotas cresceu apenas 0,4%. Na medida em que o setor industrial tende a responder mais rápido aos impulsos do crescimento, observa-se que municípios mais industrializados iniciam o processo de crescimento com primazia, e o comércio, conseqüentemente, aponta a mesma dinâmica. Pelotas e os demais municípios da região sul ressentem-se de uma estagnação estrutural e, por serem pouco industrializados, à exceção de Rio Grande, tem o desempenho do comércio associado ao da agropecuária, que não vem crescendo significativamente nessa região. Ou seja, não há garantia, para esses municípios, de que o crescimento chegue ao natural após algum tempo. O desempenho desigual do comércio entre os municípios, de alguma forma, reflete os desequilíbrios regionais do Estado.

Setorialmente, o crescimento das vendas do comércio foi mais expressivo no atacado (10,8%) do que no varejo (4,3%). Os setores podem ter dinâmicas diferentes, em razão da determinação geográfica dos mercados. No varejo, os mercados tendem a ser locais, enquanto, no atacado, tendem a ser mais amplos. Por exemplo, as vendas de uma empresa atacadista localizada numa região economicamente deprimida podem estar crescendo simplesmente porque se destinam a mercados em crescimento não locais, enquanto, no varejo, há menor possibilidade de haver uma dissociação regional entre comprador e vendedor.

O forte desempenho do atacado reforça os indícios de crescimento da economia gaúcha, sobretudo porque os setores mais destacados foram os de máquinas e equipamentos e matérias-primas agropecuárias, que cresceram 17,9% no primeiro semestre de 2007. Mesmo que as vendas desses setores não sejam destinadas somente ao Estado, é possível observar um aumento no investimento, que passa geralmente pelo atacado, dando mais consistência ao crescimento da economia.

O cenário de aumento na oferta de crédito ao consumidor também tem contribuído de maneira destacada para o crescimento do comércio. Se a turbulência nos mercados financeiros internacionais não deixar seqüelas na perspectiva de queda gradual e contínua das taxas de juros, pode-se esperar um bom desempenho nas vendas de bens duráveis, como o que já se manifesta no setor de veículos.

Comércio retoma o crescimento

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O desempenho do comércio varejista gaúcho em 2006

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Edição: Ano 16 nº 03 - 2007

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O Estado do Rio Grande do Sul fechou o ano de 2006 com um crescimento de 1,3% no comércio varejista, em relação ao ano anterior, segundo os dados do Índice de Vendas do Varejo (IVV), calculado mensalmente pela FEE, em parceria com a Fecomércio-RS, a partir de dados da Secretaria da Fazenda do RS. O desempenho ficou abaixo do crescimento do PIB estadual, que foi de 2,7% no mesmo período. O resultado deste último foi puxado pelo crescimento extraordinário da produção agrícola, de grande peso na economia gaúcha e com grande volatilidade em relação ao comércio e à indústria. Porém o baixo crescimento dos dois indicadores — abaixo dos de abrangência nacional — ainda reflete a busca por recuperação da economia gaúcha desde a crise de 2005. Como é normal, houve dinâmicas diferenciadas no resultado do IVV, no que diz respeito tanto às principais cidades do Estado quanto a diferentes setores do comércio varejista.

Regionalmente, observa-se um crescimento vigoroso em Caxias do Sul (9,2%), refletindo uma mudança estrutural recente em seu mercado de varejo, com a abertura de grandes pontos varejistas e a influência do bom desempenho do setor industrial do Município. Já Novo Hamburgo, com uma queda de 6,9%, ressente-se do fraco desempenho industrial, particularmente do setor coureiro-calçadista, com impactos inevitáveis no poder de compra da população e, por conseguinte, no comércio varejista. O comércio varejista de Porto Alegre, diferentemente do de cidades do interior, é um pouco mais independente do desempenho de outros setores, por ser uma economia mais diversificada. Seu baixo crescimento (1,6%) está associado mais a fatores macroeconômicos, como a quase-estagnação da massa salarial, a alta taxa de juros e a ainda baixa oferta de crédito. Mudanças econômicas estruturais nos municípios também ajudam a explicar os diferentes desempenhos do comércio varejista.

Quanto à desagregação setorial do comércio varejista gaúcho, também se observam diferentes dinâmicas. Vale destacar o bom desempenho do setor de hipermercados e supermercados, com um crescimento de 8,3%, explicado pela abertura de grandes lojas, especialmente no interior, pelo aumento do mix de produtos ofertados e pelas maiores vendas de itens importados. No outro extremo, as vendas de combustíveis e lubrificantes apresentaram queda de 5,9% em relação às de 2005, basicamente em razão da alta de preços. Têm-se, ainda, o crescimento do setor de móveis e eletrodomésticos (3,5%) e a queda do setor de tecidos, vestuário e calçados (-1,9%).

De forma geral, o comércio varejista tem respondido com um crescimento relativamente baixo, embora estável, refletindo, com alguma defasagem, os choques agrícolas e o fraco desempenho industrial, na medida em que não possui dinâmica própria. Enquanto a agricultura e a indústria não apresentarem crescimento sustentado, com aumento na taxa de investimento, e não ocorrer uma queda mais acelerada da taxa de juros, dificilmente o comércio poderá apresentar taxas elevadas de crescimento em termos regionais e setoriais.

O desempenho do comércio varejista gaúcho em 2006

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Comércio varejista do Estado busca recuperação

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Edição: Ano 15 nº 09 - 2006

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O Índice de Vendas do Varejo (IVV) calculado pela FEE, resultante da parceria com a Fecomércio-RS, lançado em jun./ 06, tem-se constituído em um indicador relevante para avaliar a evolução conjuntural do comércio varejista no Estado do Rio Grande do Sul, em sub-regiões e em cidades selecionadas. O gráfico mostra o resultado do IVV acumulado no ano, referente ao período jan.-jun./06, em comparação com o do mesmo período do ano anterior, identificando dinâmicas sub-regionais e das principais cidades do Estado.

No primeiro semestre de 2006, o Estado apresentou um crescimento de 1,0% no volume de vendas do comércio varejista. Separando-se o Estado em Região Metropolitana e Não Metropolitana, podem-se observar dinâmicas diferenciadas, pois a primeira cresceu apenas 0,2%, e a segunda cresceu 1,5%. Convém destacar que a taxa relativamente elevada da Região Não Metropolitana reflete uma recuperação em curso no interior, após a forte estiagem de 2005, que derrubou o volume de vendas naquele ano. Já na Região Metropolitana, o comportamento de relativa estabilidade está associado ao cenário de crise industrial, devido à valorização cambial, que tem comprometido o crescimento do emprego e da renda.

Segmentando o Estado em macrorregiões, a macrorregião Sul-Campanha apresentou uma queda significativa, da ordem de 4,3%, enquanto todas as outras apresentaram variação positiva, com destaque para a macrorregião Nordeste, cujo crescimento foi de 4,2%.

Com relação às principais cidades do Estado, houve um comportamento bastante diferenciado, com Caxias do Sul tendo uma variação positiva de 7,7% no volume de vendas e, em outro extremo, com Novo Hamburgo sofrendo uma queda de 8,7% no mesmo indicador. O resultado desta última reflete o impacto da crise do setor calçadista, na medida em que ele responde por grande parte do emprego e da renda do Município. A Cidade de Porto Alegre teve uma queda de 0,7% nas vendas do comércio varejista, mas houve outros municípios com reduções mais fortes no volume de vendas, como Santa Maria (-1,6%) e Pelotas (-4,0%). Verificou-se crescimento positivo nas Cidades de Passo Fundo (2,6%) e Canoas (1,8%)

Os resultados do IVV para o primeiro semestre de 2006 mostram dinâmicas bastante diferenciadas, as quais resultaram num pequeno crescimento no volume de vendas total do Estado, nesse período. Também concorreu para tal resultado o evento da Copa do Mundo, que elevou as vendas de eletroeletrônicos e vestuário. Em geral, parece existir um processo de recuperação em curso nas vendas do comércio varejista, mas sua continuidade ainda é incerta. Uma dinâmica mais favorável no segundo semestre dependerá de alguns fatores, como a continuidade da recuperação da renda agrícola no interior, os efeitos da redução dos juros sobre o crédito ao consumidor e do comportamento da atividade industrial sobre o emprego e a renda, principalmente na RMPA.

Variação percentual do volume de vendas no RS, nas macrorregiões e em cidades selecionadas — acumulado jan.-jun./06

FONTE: FEE.

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Desaceleração do comércio varejista gaúcho

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Edição: Ano 14 nº 08 - 2005

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Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE (PMC-IBGE), o volume de vendas do comércio varejista gaúcho apresentou queda de 7,1% em maio/05, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. A quebra da safra agrícola decorrente do período de estiagem no início do ano e o fraco desempenho do setor industrial são fatores que contribuíram para essa má performance.

Sua evolução no decorrer dos cinco primeiros meses do ano reflete um movimento tendencialmente declinante, esboçando um quadro pessimista para o setor. Em janeiro, as vendas apresentaram um acréscimo de 6,2% em relação a igual mês do ano anterior. No entanto, as taxas foram gradativamente caindo, apresentando valores de 2,5%, -0,7%, -3,5% para os meses de fevereiro, março e abril de 2005, até obter taxa de -7,1% em maio.

Esse desempenho do comércio do Rio Grande do Sul é inferior ao apresentado pela média nacional em todos os meses do ano. Em maio/05, o volume de vendas do comércio brasileiro apresentou taxa positiva de 1,8% em relação a maio/04.

As atividades comerciais gaúchas que apresentaram desempenhos negativos em maio, em comparação com igual mês do ano anterior, foram: combustíveis e lubrificantes (-20,1%); veículos, motos, partes e peças (-13,5%); tecidos, vestuário e calçados (-20,1%); material de construção (-8,8%); e móveis e eletrodomésticos (-0,4%). Com bom desempenho, destacam- -se os segmentos: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; e livros, jornais, revistas e papelaria, que apresentaram crescimentos de 1,7% e 11,7%, superiores aos 1,2% e -0,2% da média nacional das respectivas atividades.

Desaceleração do comércio varejista gaúcho

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Desempenho do comércio varejista gaúcho em 2003

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Edição: Ano 13 nº 01 - 2004

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Os últimos dados do Índice Mensal do Comércio Varejista do RS, referentes ao período jan.-nov./03, indicam que o volume de vendas cresceu 0,4%. Apesar do crescimento ser tímido, ele é relevante, pois se trata da segunda taxa de crescimento positivo desde janeiro de 2003 (a primeira ocorreu em fev./03). Das nove atividades pesquisadas, destacam-se os desempenhos de automóveis, motos, peças e acessórios (7,1%) e móveis e eletrodomésticos (2,6%), que foram diretamente beneficiadas com a redução dos juros e com os programas de crédito do Governo. Já os segmentos produtos alimentícios, bebidas e fumo; hipermercados e supermercados; e demais artigos de uso pessoal e doméstico acusaram uma redução de -8,4%, -3,5% e -3,3% respectivamente. Esses segmentos enfrentam a forte concorrência do mercado informal e a de produtos similares alternativos de preços mais baixos.

O desaquecimento do comércio varejista gaúcho em 2003 refletiu dinâmicas opostas, quando analisado por regiões. Enquanto, na Região Metropolitana de Porto Alegre, as vendas apresentaram uma queda de 4,0% até novembro, principalmente em função do desemprego e da queda nos rendimentos, no Interior do Estado, a atividade comercial apresentou um crescimento de 4,6%, refletindo a elevação dos preços agrícolas e o aumento da produção de grãos.

Se o crescimento das vendas até novembro não é muito animador, fica, no entanto, a perspectiva de melhora demonstrada a partir dos resultados acumulados nos três últimos meses: -0,6% até setembro, -0,4% até outubro e 0,4% até novembro.

Desempenho do comércio varejista gaúcho em 2003

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Comércio varejista do RS: a força do Interior

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Edição: Ano 12 nº 11 - 2003

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O comércio varejista do Estado vem apresentando quedas de vendas ao longo do ano, chegando, no acumulado até setembro, com uma retração de 0,8%, contra igual período do ano anterior.

Esse fraco desempenho do comércio é determinado pelo resultado observado na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), uma vez que as vendas no interior do Estado têm acusado taxas positivas durante o ano, apresentando um crescimento de 13,7% até setembro. O comércio varejista na RMPA, para o mesmo período, apresentou uma queda de 5,4%.

Esses movimentos contrários das vendas na RMPA e no Interior devem-se, principalmente, ao fato de a agropecuária gaúcha ter registrado, neste ano, uma supersafra, fazendo com que sua comercialização traga reflexo positivo para toda a economia do interior do Estado.

No Interior, das nove atividades pesquisadas, seis tiveram desempenho positivo, destacando-se automóveis, motos, peças e acessórios (10,9%). Na RMPA, para o mesmo universo, somente duas atividades verificaram expansão, sendo a com melhor desempenho móveis e eletrodomésticos (4,1%).

Para o final deste ano, as vendas devem apresentar um melhor desempenho, tanto pelo efeito sazonal como pela manutenção do ritmo de queda das taxas de juros e da inflação.

Comércio varejista do RS a força do Interior

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Vendas cadentes em 2002

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Edição: Ano 12 nº 01 - 2003

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As vendas do comércio varejista no RS, em 2002, apuradas pelo Indicador Mensal do Comércio Varejista da FEE (IMCV), apresentaram-se em patamares continuadamente inferiores aos observados no ano anterior. Em novembro último, o desempenho do comércio varejista foi 2,6% menor que o observado no mesmo mês de 2001. Com esse resultado, as vendas no período jan.-nov./02 situaram-se 2,3% abaixo das do ano passado.

No indicador mensal, cinco dos nove segmentos pesquisados tiveram resultados abaixo dos do ano passado, sendo que as maiores retrações ocorreram em automóveis, motos, peças e acessórios (-10,6%) e no de vestuário, calçados e tecidos (-6,1%), enquanto produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e demais artigos de uso pessoal se destacaram positivamente: 4,3% e 2,2% respectivamente.

No resultado do ano, também o segmento automóveis, motos, peças e acessórios foi o que apresentou o pior resultado (-10,7%), seguido por combustíveis e lubrificantes (-5,1%). Por outro lado, os segmentos produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (3,2%) e demais artigos de uso pessoal e domésticos (2,7%) obtiveram as melhores performances.

Vendas cadentes em 2002

Ao se desagregar o IMCV total pelas regiões pesquisadas, constata-se que o pior resultado, no mês de novembro, ocorreu em Porto Alegre (POA), com uma queda de 5,2% nas vendas, seguido pelo da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), com -3,9%, enquanto, no Interior do Estado (RNMPA), o decréscimo foi de 1,3%. Nas duas primeiras regiões citadas, o segmento que mais influenciou os desempenhos foi automóveis, motos peças e acessórios, com quedas de 19,2% e 15,5%, respectivamente, sendo que, no Interior, o segmento com o pior resultado foi produtos alimentícios, bebidas e fumo (-9,0%).

Tomando-se a evolução das vendas do comércio varejista até novembro, constata-se que Porto Alegre foi a região que apresentou o resultado mais negativo, com uma retração de 4,5% e desempenhos negativos em sete dos nove segmentos pesquisados. Os decréscimos mais significativos foram constatados nos segmentos automóveis, peças e acessórios (-15,8%), combustíveis e lubrificantes (-6,9%) e material de construção (-6,2%). Os segmentos com desempenhos positivos foram móveis e eletrodomésticos (12,9%) e produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (2,2%).

A RMPA, por sua vez, apresentou uma retração de 3,0% até o mês de novembro, sendo que esse resultado foi influenciado principalmente pelos segmentos automóveis, motos, peças e acessórios (-13,3%) e combustíveis e lubrificantes (-6,9%). Destacaram- -se positivamente nessa região quatro dos nove segmentos pesquisados, com crescimento significativo em produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (7,5%), móveis e eletrodomésticos (5,6%) e vestuário, calçados e tecidos (5,4%).

Por último, na RNMPA, verificou-se uma queda de 1,6% nas vendas acumuladas até novembro, registrando-se o pior resultado no segmento automóveis, motos, peças e acessórios (-8,2%) e o melhor em demais artigos de uso pessoal e domésticos (10,9%).

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