Textos com assunto: ciência

Os gastos em Ciência e Tecnologia nos estados mais industrializados do Brasil

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Edição: Ano 22 nº 04 - 2013

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Nas últimas décadas, o mundo assistiu a uma transformação radical dos conhecimentos científico e tecnológico, com o desenvolvimento e a difusão da microeletrônica, da automação e das tecnologias de informação e comunicação (TIC). Essas novas tecnologias provocaram uma verdadeira revolução em como, quando, onde e para quem produzir e distribuir produtos e serviços. Por isso a importância de políticas públicas para difundir as capacidades tecnológicas de criação e assimilação de novos conhecimentos, visando aumentar as oportunidades de trabalho e o desenvolvimento econômico e social sustentável. Os dispêndios em Ciência e Tecnologia (C&T) constituem um importante instrumento de política pública.

As informações disponíveis sobre os dispêndios em C&T nos Estados mais industrializados do País sugerem que, nos anos 2000, esses gastos no Estado do Rio Grande do Sul foram menores em termos absolutos e relativos em comparação, por exemplo, com Estados como Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mesmo levando em conta o crescimento dos gastos em C&T no ano de 2010, o orçamento executado somou 254,2 milhões de reais, correspondendo a 0,73% da receita total do Estado. Uma explicação para esse fato é o incipiente orçamento executado do RS no ensino universitário estadual, já que esse orçamento integra seu gasto em C&T, como de igual forma nos outros Estados.

Os gastos em Ciência e Tecnologia nos estados mais industrializados do Brasil

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Pesquisa em ciência e tecnologia e inovação no RS: grupos de pesquisa e empresas

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Edição: Ano 19 nº 09 - 2010

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No último Censo dos Grupos de Pesquisa do CNPq, em 2008, podem-se observar dados importantes sobre o sistema de pesquisa científica e tecnológica do RS no que tange às atividades de inovação tecnológica. Dos 1.385 grupos de pesquisa gaúchos das áreas tecnológicas (Ciências Agrárias, Biológicas, da Saúde, Exatas e da Terra e Engenharias), 293 têm participação de empresas (administração pública, entidades empresariais e sem fins lucrativos), um pouco mais de 21% dos grupos, acima do percentual do País, que é de 16%. Justamente esses grupos, integrados por empresas, são os que possuem maior probabilidade de gerar novos produtos ou processos produtivos direcionados para o mercado.

Tendo, em média, um pouco mais de duas empresas parceiras para cada um desses grupos, essas parcerias caracterizam-se, em grande parte, primeiramente, pela pesquisa científica com propósito de uso imediato dos resultados, contrariamente à de caráter puramente científico, e, em segundo lugar, pela transferência de tecnologia desenvolvida pelo grupo para o parceiro (empresas). De outro lado, destaca-se que ocorre, de modo predominante, a transferência de recursos financeiros das empresas para os grupos de investigação e, da mesma forma, de insumos materiais para as atividades de pesquisa do grupo.

Quanto às grandes áreas do conhecimento analisadas, verifica-se que a das engenharias (inclusive a Ciência da Computação) se destaca em termos tanto absolutos quanto relativos, com 113 grupos com participação de empresas em suas pesquisas, 39,8% dos grupos dessa área.

Pesquisa em ciência e tecnologia e inovação no RS grupos de pesquisa e empresas

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