Textos com assunto: carne bovina

As exportações explicam a evolução da produção de carne bovina

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Edição: Ano 14 nº 05 - 2005

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A partir de 1997-98, o setor brasileiro produtor de carne bovina apresentou um grande dinamismo, evidenciado pelo crescimento da produção física e apoiado em melhoria de produtividade (medida pelo crescimento da taxa de desfrute do rebanho nacional por exemplo).

Mas, enquanto as quantidades produzidas evoluíram, em média, 4,6% a.a. entre 1997 e 2004, as exportações o fizeram a 26,7% a.a., resultando no aumento da participação destas últimas na produção doméstica — de 4,9% para 18,8% no período (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC)). Tais indicadores demonstram que as vendas externas foram o componente dinâmico da demanda nacional do segmento, até porque caiu em 30% o consumo per capita de carne bovina (principalmente de seus cortes nobres) no País, entre 1995-96 e 2002-03 (POF/IBGE).

É importante registrar que esse surto de crescimento das vendas externas ocorreu paralelamente à queda sistemática e consistente dos preços internacionais, demonstrando que as decisões de produção se deram independentemente destes últimos. O mesmo ocorreu no Rio Grande do Sul, onde as exportações crescentes coexistiram com preços cadentes.

Ao ter-se presente, por outro lado, a queda sistemática da taxa de câmbio a partir de outubro de 2002 e, ainda, que a atividade se caracteriza por gerar baixa densidade de valor por hectare, pode-se concluir que a formação de renda para o produtor individual passou a depender fortemente das escalas de produção. Esse quadro, em médio prazo, gera instabilidade para segmentos importantes da produção gaúcha e reforça a competitividade dos produtores do Brasil Central e do Norte, que operam em escalas relativamente maiores.

As exportações explicam a evolução da produção de carne bovina

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O Rio Grande do Sul perde “espaço” no mercado internacional de carne bovina

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Edição: Ano 12 nº 10 - 2003

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Recentemente, as exportações brasileiras de carne bovina têm adquirido destaque no noticiário, em virtude do grande crescimento apresentado por essas vendas em 2003. Desde 1999, as exportações brasileiras desse tipo de carne vêm apresentando um incremento significativo, e as expectativas dos agentes do mercado são de que, neste ano, superem as dos Estados Unidos e as da Austrália, os dois maiores exportadores dessa carne até 2002.

A desvalorização do real em 1999 alavancou de forma significativa as exportações de carne bovina brasileira. Mas foi em 2001 o grande salto no volume exportado pelo Brasil, decorrente, essencialmente, do aumento das vendas externas de carne in natura. Foi justamente em 2001 que ocorreu o ressurgimento da febre aftosa no Rio Grande do Sul, prejudicando sobremaneira as vendas gaúchas desse tipo de carne. Se já existia um movimento de perda de mercado externo da carne originada do Rio Grande do Sul em relação à de outros estados desde o início da década, esse contexto se acentuou com a aftosa. Em 1990, o Estado participava com 22% do total de carne bovina exportado pelo País. Desde lá, no entanto, tem apresentado redução em sua participação, que já se encontrava em torno de 8% no final da década e foi de 6% em 2002.

Apesar dos reveses, em 2003 o Rio Grande parece ensaiar uma recuperação, pelo menos no sentido de não perder mais “espaço” no mercado externo, uma vez que, de janeiro a agosto deste ano, as exportações de carne bovina in natura apresentaram um volume de vendas duas vezes superior ao exportado em igual período de 2002.

O Rio Grande do Sul perde “espaço” no mercado internacional de carne bovina

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