Vinhos finos importados: cresce sua participação no Brasil

Analisando-se o período 1996-04, vê-se que a comercialização, no Brasil, de vinhos finos — aqueles produzidos com uvas européias de melhor qualidade — pouco se alterou. Entretanto, ao subdividi-lo em dois sub-períodos, verifica-se que houve um maior incremento da comercialização de vinhos finos até 1999, devido, principalmente, ao elevado crescimento das importações, que atingiram a taxa média anual de 14,1%, muito acima daquela dos vinhos brasileiros (1,4%). Já de 2000 a 2004, o decréscimo da comercialização de vinhos finos ocorreu pela diminuição média de 12,8% ao ano nos vinhos brasileiros, uma vez que as importações apresentaram uma taxa média anual de variação de 5,4%. Como decorrência, verificou-se um incremento na participação dos vinhos finos importados no total comercializado no Brasil, que passou de 35% em 1996 para 64,6% em 2004. Esse comportamento pode ser, em parte, explicado pelo reduzido preço dos importados em relação ao nacional de mesma qualidade, tendo em vista o excesso de oferta do produto no mercado mundial, a compra de vinhos importados de baixa qualidade e as menores cargas tributárias na origem do que no Brasil. Mais recentemente, a valorização do real também vem contribuindo para o aumento das importações de vinho. Essa situação se refletiu significativamente na indústria vinícola brasileira e, em especial, no Estado — que produz mais de 90% desse vinho — pelo aumento da concorrência no mercado interno.

Vinhos finos importados cresce sua participação no Brasil

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