Veículos automotores: recuos maiores na produção e vendas de ônibus e caminhões

Após atingir fortes taxas mensais negativas no primeiro bimestre do ano, quando comparadas com as do mesmo período de 2008 (em torno de -17% na indústria brasileira e -20% na gaúcha), a produção física industrial vem apresentando sinais de recuperação, por conta do ajuste de estoques, do impacto ainda positivo das reduções de impostos, das maiores facilidades de crédito e da substituição de produtos importados por nacionais. As taxas globais continuam bastante negativas, acompanhadas de grandes perdas de empregos formais (144.000 no Brasil e 10 mil no RS) no primeiro semestre de 2009. Porém alguns setores vêm conseguindo melhorar seu desempenho, como, por exemplo, o de fabricação e montagem de veículos automotores.

A leve recuperação (embora ainda com taxas negativas) que se seguiu ao corte expressivo da produção desses bens no final do ano passado concentrou-se no segmento produtor de automóveis e comerciais leves, tendo sido amplamente estimulada pela redução do IPI. No acumulado dos sete primeiros meses de 2009, os licenciamentos de veículos leves nacionais superaram as marcas do mesmo período do ano anterior, mas as exportações continuaram fortemente negativas.

O quadro é mais preocupante no segmento produtor de ônibus, caminhões, carrocerias e implementos rodoviários, mais representativo na indústria automotiva gaúcha. Fatores como o esfriamento da atividade industrial, o atraso do programa de financiamento à aquisição de caminhões, a diminuição da demanda por ônibus urbanos, as indefinições quanto à prorrogação das concessões das linhas interestaduais no Brasil e o fraco desempenho das exportações contribuíram para a retração no número de unidades produzidas desses bens (em torno de -30%) no período jan.-jul./09, comparado com 2008, conforme dados da Anfavea.

Veículos automotores recuos maiores na produção e vendas de ônibus e caminhões

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