Valorização dos imóveis supera inflação

O estouro da “bolha imobiliária” norte-americana e a crise financeira que se seguiu mostraram para o mundo o perigo que pode significar um surto especulativo desse tipo. No Brasil, verificou-se, nos últimos anos, um processo de crescimento contínuo do rendimento médio da população. Isso faz com que a demanda pela casa própria tenha um aumento considerável, o que é estimulado pela política expansionista de crédito e por programas habitacionais do Governo Federal. A construção civil passa por um período de grande aquecimento, o que tem acarretado a escassez de mão de obra no setor, pressionando para cima seus salários.

Isso acaba por influenciar índices como o CUB — parâmetro mais usado para medir o custo da construção civil. De 2007 a 2010, o CUB e o IGP-M — indexador utilizado para a correção de aluguéis — tiveram crescimento parecido, mas acima da taxa de inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA, e bem acima do rendimento real da poupança. Porém, mesmo que essa tendência de descolamento de tais índices com relação ao IPCA persista, ainda é pouco para falar que uma “bolha”esteja formando-se. Como exemplo, pode-se citar o caso norte-americano, que, na década anterior ao estouro da “bolha imobiliária” em 2007, teve o seu índice Case-Shiller, que indica a valorização dos imóveis, 70% superior à inflação oficial.

Valorização dos imóveis supera inflação

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