Urbanização das metrópoles brasileiras no século XXI

Em 2008, pela primeira vez, a população mundial das cidades superou o contingente de habitantes do campo. No Brasil, em 1970, cerca de um terço da população vivia em zonas urbanas. Já em 1980, este era o percentual de população rural, ocorrendo uma inversão da participação da população urbana e da rural em relação ao total. De acordo com a PNAD, a taxa de urbanização no Brasil foi de 83,8% em 2008. Nas regiões metropolitanas brasileiras, no mesmo ano, mais de 90% dos habitantes residiam em zonas urbanas. A concentração populacional nessas regiões é grande: no Rio de Janeiro, 73,4% da população do Estado estão na região metropolitana; já para São Paulo, a porcentagem é de 47,9%; para o Rio Grande do Sul, com população estimada em 10,8 milhões, 37,1% dela, isto é, em torno de 4 milhões, vivem na Região Metropolitana de Porto Alegre. A constante urbanização gera grandes desafios em termos de infraestrutura, meio ambiente, moradia, transporte, emprego, etc. Uma pesquisa realizada pela empresa Synovate, em 2008, com moradores de capitais brasileiras, indicou que 51% não estavam satisfeitos com a qualidade de vida na sua cidade. O principal motivo apontado foi violência (79%), seguido por trânsito (51%), transporte público e desemprego (38%), lixo (29%), qualidade do ar (23%), falta de áreas verdes (17%) e barulho (11%).

Urbanização das metrópoles brasileiras no século XXI

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