Tarifas de celular niveladas

A competição via tarifas, na telefonia celular, no RS começou a ocorrer a partir da entrada da prestadora Claro no mercado, em 1998. Com atuação agressiva na tarifa de móvel para móvel, a VC-2, a Claro fixou o valor de R$ 0,33 o minuto, cerca de 60% mais baixa do que a da Vivo (originária da CRT), que cobrava R$ 0,58 o minuto, enquanto a tarifa da chamada local de móvel para fixo, a VC-1, era similar. A Vivo só reduziu de fato a VC-2 de R$ 0,77 para R$ 0,58 em 2003, com a chegada das novas entrantes, a Brasil Telecom Celular e a TIM. Esta última fixou a VC-2 em 19% a menos que a Vivo e a Claro (R$ 0,47) e manteve um valor similar na VC1. Por sua vez, a Brasil Telecom aplicou tarifa VC-2 com valor semelhante aos da Claro e da Vivo (R$ 0,60 o minuto) e a VC-1 com valor 11% menor (R$ 0,40 minuto).

Entre 2003 e 2005, as prestadoras passaram a aplicar os reajustes anuais nas tarifas alinhadas, diferenciando-se um pouco nos ajustes da VC-1, que depende dos acordos de interconexão das redes. Em 2006, a TIM e a Brasil Telecom Celular definiram valores iguais para VC-1 e VC-2 (R$ 0,97 e R$ 0,89 respectivamente), enquanto a Vivo e a Claro optaram por valores menores para VC-1 (R$ 0,78) e superiores para VC-2 (R$ 1,01).

A prática de tarifas pouco diferenciadas e niveladas sugere que ocorreu uma mudança na busca de maior participação no mercado: abrandamento da disputa via tarifas e acirramento da disputa pela preferência dos usuários através de melhores tecnologias, planos promocionais, planos pré-pagos, troca de aparelhos celulares por outros mais atrativos, oferta de serviços de comunicação de dados, caixa postal, acesso à internet, etc., para bem diferençar seus serviços.

Tarifas de celular niveladas

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