Sérios obstáculos para a indústria de tratores, máquinas e implementos agrícolas

Há vários anos, a indústria de tratores, máquinas e implementos agrícolas do Brasil vem conhecendo um dinamismo acentuado, devido à forte expansão do agronegócio, aliada à criação do Moderfrota pelo Governo Federal em 2000, que promoveu condições creditícias favoráveis à renovação do maquinário agrícola.

Em 2005, os dados de produção física industrial do setor, no primeiro semestre, expressam uma queda, quando comparados a igual período do ano anterior. Isso se deve, em parte, ao esgotamento relativo do “efeito Moderfrota”, ou seja, a maior parte das substituições de maquinário teria sido completada nos períodos precedentes.

No caso do RS, um dos principais estados produtores de máquinas agrícolas, essa situação foi agravada pela seca dos primeiros meses de 2005, a pior dos últimos 40 anos, tendo atingido o conjunto das atividades agropecuárias e, mais fortemente, as culturas de soja e milho. Com a quebra das safras, é, pois, de se imaginar que a demanda interna por equipamentos agrícolas tenha diminuído bastante. Em contrapartida, observa-se que as vendas externas do segmento tiveram um desempenho altamente favorável nos primeiros sete meses, devido, principalmente, ao crescimento da exportação de tratores. Isso pode ter atenuado as perdas devidas à contração das vendas internas, porém o setor deve enfrentar ainda o obstáculo do câmbio desfavorável.

Sérios obstáculos para a indústria de tratores, máquinas

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