Saneamento básico: a urgência de tratamento de esgoto no RS

A questão do saneamento básico é fundamental para a qualidade do meio ambiente e para as condições de vida da população. No tocante ao esgoto, pode-se estabelecer uma relação direta entre a ausência de coleta e tratamento e as doenças relacionadas à contaminação da água.

O IBGE publicou, nos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, os volumes de esgoto coletado e tratado. E, para examinar a situação do RS, criaram-se coeficientes que relacionam os volumes de esgoto com o número de domicílios particulares permanentes. Além dos dados sobre o Brasil, foram selecionados os estados das Regiões Sul e Sudeste, pois estas estão dentro de um contexto socioeconômico mais homogêneo.

Comparativamente, o RS aparece em último lugar, já que o esgoto com tratamento atinge um coeficiente 73% menor que o nacional. Em relação ao volume de esgoto coletado, o Estado ocupa o penúltimo lugar, com um coeficiente 56% menor que o do País. Cabe destacar que São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram os melhores coeficientes nas regiões
selecionadas.

A realidade brasileira é caracterizada pela deficiência de sistemas de coleta, e o percentual de esgoto coletado que recebe algum tipo de tratamento é baixo, ou seja, 35,3%, ainda com o agravante de que uma parte considerável do esgoto produzido não é recolhido por sistemas de coleta, sendo lançado diretamente no solo e em corpos d’água. É necessário ressaltar que a situação do Rio Grande do Sul é ainda pior: a tragédia do Rio do Sinos, nesse sentido, é um sinal de alerta.

Saneamento básico a urgência de tratamento de esgoto no RS

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