Saldo em transações correntes cresce menos em 2007

Uma das características do ajuste externo brasileiro promovido após 2002 é o progressivo aumento no saldo em transações correntes. Este decorreu, basicamente, do avanço do saldo comercial brasileiro, devido ao incremento nos preços das commodities (88% de crescimento médio entre 2002 e 2006), tributário do maior dinamismo da economia mundial, alavancado pelas excepcionais taxas de crescimento da economia chinesa.

Embora ainda se projete, para 2007, um avanço expressivo da economia mundial, a despeito da crise de crédito originada nos EUA, nota-se uma crescente redução do saldo corrente brasileiro, quando comparado com o de 2006. Entre janeiro e outubro de 2007 frente aos mesmos meses de 2006, essa conta teve redução de mais de 50% em seu resultado, tendência que vem se acelerando principalmente a partir de julho, com a piora no superávit comercial e com o avanço do déficit nas contas de serviços e rendas.

A continuada valorização cambial, somada à aceleração no ritmo de crescimento da economia nacional, pode ser apontada como a principal responsável por essa deterioração, que tem sido plenamente compensada pelo avanço no saldo financeiro, permitindo a continuidade da ampliação das reservas pelo Governo brasileiro. Fica, entretanto, um sinal de alerta para a mudança para um padrão menos saudável de financiamento do setor externo da economia brasileira.

Saldo em transações correntes cresce menos em 2007

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