RS atinge, em 2002, a marca de dois milhões de empregos formais

O Ministério do Trabalho e Emprego, através do Caged, que computa admissões e desligamentos no mercado formal, apurou uma variação positiva de 42.688 postos de trabalho no Rio Grande do Sul, de janeiro a dezembro de 2002. No agregado do Brasil, houve acréscimo de 762.414 empregos, destacando-se que todas as unidades da Federação registraram crescimento. Tomando-se como parâmetro o estoque de empregos da RAIS ao final de 2001 (procedimento aproximativo, dadas as diferenças metodológicas das duas bases de dados), estima-se em 2,2% a expansão do emprego gaúcho — que alcança, assim, o patamar de dois milhões de postos — e em 2,8% a do nacional.

Considerando-se as variações absolutas, destacaram-se positivamente, no Estado, o comércio varejista (10,9 mil postos), o comércio e administração de imóveis (4,1 mil) e a indústria de alimentos (3,9 mil); negativamente, a construção civil (-2,5 mil). Em termos relativos, os melhores resultados encontrar-se-iam nas indústrias mecânica (7,9%) e de material de transporte (7,1%) e no comércio atacadista (6,9%); os piores, na construção civil (-3,4%) e na indústria têxtil e do vestuário (-2,4%).

A indústria de calçados (o quarto maior em número de empregos dentre 26 subsetores de atividade, ao final de 2001) teve elevação de 1,3 mil postos em 2002 — bem menos expressiva do que a dos dois anos precedentes e percentualmente muito inferior à verificada no País (1,0% versus 5,2%). A indústria calçadista gaúcha representa mais da metade da nacional em número de empregos e tem forte vínculo com os mercados internacionais, tendo enfrentado retração de 11,1% em suas exportações, no ano passado.

RS atinge, em 2002, a marca de dois milhões de empregos formais

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