Retração das importações gaúchas em 2002

O baixo nível de atividade da economia brasileira, o aumento do preço do dólar e a dificuldade da Argentina para exportar, devida, principalmente, ao “corralito”, são as principais causas da retração nas importações do RS (-23,52%) de janeiro a agosto de 2002.

Nas compras oriundas do Mercosul, a queda foi de 30,05%, e, nas da Argentina, o recuo foi de 33,85%. Mesmo assim, esse país ainda continuou a ser o primeiro fornecedor externo do RS, com participação de, aproximadamente, 24% no total importado pelo Estado, seguido por Estados Unidos (15%), Nigéria (12%), Alemanha (8%) e Uruguai (5%). Por blocos econômicos, o principal fornecedor do Estado, no período, foi o Mercosul, participando com 29%, seguido da União Européia (21%) e da África (17%).

O principal produto da pauta de importações do Estado, até agosto, foi petróleo e derivados (em função do Pólo Petroquímico), que respondeu por mais de 20% da pauta, seguido de componentes para adubo, trigo, acessórios para veículos, gás natural, couros e peles.

Do total importado nos primeiros oito meses do ano, por fator agregado, 67% foram de produtos manufaturados; 26%, de básicos; e apenas 7%, de semimanufaturados. Por setores de contas nacionais, 18% foram de bens de capital; 47%, de bens intermediários (sendo 37% de insumos industriais); 8%, de bens de consumo; e 27%, de combustíveis e lubrificantes.

Retração das importações gaúchas em 2002

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