Queda na produção física da indústria gaúcha

No mês de setembro, com exceção do indicador acumulado nos últimos 12 meses, todos os demais índices de produção física calculados pelo IBGE registraram taxas negativas, evidenciando a continuidade da trajetória de queda da atividade industrial gaúcha. Esse desempenho vem sendo influenciado pelas dificuldades enfrentadas no mercado interno, decorrentes do racionamento de energia elétrica e da elevação das taxas de juros, mas, principalmente, pelo agravamento da situação externa, devido, em grande parte, à retração da economia norte-americana e ao aprofundamento da crise argentina.

O indicador acumulado de jan.-set./01 mostrou queda na produção em quase todos os gêneros pesquisados, destacando-se, como principais contribuições negativas para a formação da taxa global, química (-6,1%) e produtos alimentares (-5,1%), explicadas, segundo o IBGE, pelo fraco desempenho da produção de nafta e de farelo de soja respectivamente.

Nesse cenário contracionista, a queda na produção industrial só não foi maior em razão da continuidade do bom desempenho dos gêneros mecânica e material de transporte, impulsionados pela produção de colheitadeiras agrícolas e de reboques.

Taxa de crescimento da produção física industrial, por classes e gêneros selecionados da indústria, no Rio Grande do Sul — set./01

FONTE: IBGE.

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