Queda na massa dos rendimentos, na RMPA

Ao longo dos anos 90, verificou-se expressiva mudança na composição da ocupação na Região Metropolitana de Porto Alegre, pois houve importante redução da participação dos assalariados no conjunto dos ocupados. A participação do contingente dos assalariados no total dos ocupados, que era de 68,7% em 1993, declinou para 63,5% em 2000. Esse comportamento é explicado pelo crescimento do nível ocupacional dos não-assalariados (autônomo, empregador, profissional universitário autônomo e dono de negócio familiar), que cresceu 29,4% contra 2,5% dos assalariados nesse mesmo período. Movimento semelhante também se observa na massa de rendimento do trabalho. Nesse mesmo período, a participação da massa de salários sobre o total da massa dos rendimentos caiu de 70,1% para 62,5%.

Contudo, a partir de 2001, há uma inversão, tendo a massa de salários aumentado a sua participação em virtude de uma tendência de queda da massa de rendimento dos não-assalariados. Esse movimento se intensificou mais a partir de dezembro de 2001, quando a massa de rendimentos total passou a apresentar quedas sucessivas. De dez./01 a mar./02, a massa de rendimento dos ocupados acumulou uma perda de 5,1%, movimento determinado, principalmente, pela retração (-3,7%) dos rendimentos médios, ainda que também tenha ocorrido a eliminação de postos de trabalho (-1,4%). Tanto a queda da ocupação quanto a do rendimento concentrou-se nos não-assalariados, que tiveram o seu nível ocupacional reduzido em 7,5% entre novembro de 2001 e março de 2002 e perderam 4,5% do seu rendimento médio real no mesmo período.

Queda na massa dos rendimentos, na RMPA

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