Queda dos rendimentos afeta mais as mulheres

Tomando-se como referência a comparação do mês de agosto de 2005 em relação ao mesmo mês do ano anterior,
observa-se um aumento da ocupação dos assalariados do setor privado de 7,3%, destacando-se a criação de postos de trabalho com carteira assinada (73 mil), em paralelo a uma expressiva redução das inserções legalmente desprotegidas, isto é, sem carteira de trabalho assinada (-13 mil).

Todavia verifica-se que, se, por um lado, houve crescimento do contingente total de assalariados em 2,1% no período em foco, por outro, a renda caiu, resultando em crescimento da massa de rendimentos dos assalariados em apenas 0,7%.

Os resultados mostram, ainda, que o contingente de mulheres empregadas com carteira assinada cresceu mais do que o dos homens. Observa-se que, na esteira desse processo, o rendimento médio real dos assalariados do setor privado caiu para ambos os contingentes, mas a queda foi mais acentuada entre as mulheres, justamente o contingente que mais cresceu, o que acentuou a queda do rendimento médio total desses assalariados. O fato de o rendimento das mulheres ser menor do que o dos homens talvez explique o pequeno crescimento da massa de rendimentos reais, mesmo com o desempenho favorável do emprego assalariado com carteira assinada nos últimos 12 meses.

Queda dos rendimentos afeta mais as mulheres

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