Queda da força de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre

No período ago./05-ago./06, observa-se, através dos dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED-RMPA), uma tendência clara de declínio da População Economicamente Ativa (PEA) e da taxa de participação — percentual da PEA em relação à respectiva População em Idade Ativa (PIA) —, o que estaria revelando um movimento de retração da oferta de trabalho.

Analisando a evolução da taxa de participação segundo sexo e idade, constata-se uma queda tanto entre os homens (-3,4%) quanto entre as mulheres (-4,0%).

Quanto às faixas etárias, percebe-se que são os mais velhos e os mais novos os que estariam pressionando menos o mercado de trabalho. Isto é, as quedas mais intensas na taxa de participação ocorreram entre os indivíduos de 40 anos e mais (-4,8%) e de 50 anos e mais (-5,7%). Entre os jovens, o maior declínio observado deu-se na faixa etária de 10 a 17 anos (-25,4%).

Esse decréscimo na PEA está, provavelmente, vinculado à dificuldade para a ampliação do mercado regional, bem como à maior seletividade desse mercado, que privilegia a demanda de trabalhadores com melhor nível de escolaridade. O primeiro fator manifesta-se na retração do nível ocupacional, entre ago./05 e ago./06, de 1,6%. No que diz respeito à seletividade, podem ocorrer mudanças ao longo do espectro etário. Nas faixas mais altas de idade, onde há maior incidência de indivíduos com baixa escolaridade, a atividade laboral dos homens cai por falta de oportunidades, o que acaba forçando sua transição para a inatividade. Já os mais jovens tendem a adiar seu ingresso no mercado de trabalho, com o objetivo de adquirir maior nível de educação formal, visando aumentar suas chances de empregabilidade no futuro.

Queda da força de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre

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