Principais fontes de informação para inovação nas empresas

Atualmente, o fenômeno das inovações tecnológicas cumpre um papel crucial no processo de desenvolvimento econômico e social de regiões e de países. Assim, os processos inovativos despertam cada vez maior interesse como possibilidade real de elevar a capacidade competitiva das empresas e de melhorar a qualidade de vida da sociedade. Nesse contexto, as fontes de informação – tanto internas como externas – possuem um lugar de destaque para as empresas inovadoras, enquanto insumo fundamental para o desenvolvimento de produtos (bens e serviços) e/ou de processos tecnologicamente novos ou substancialmente aprimorados.

Na Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec) – IBGE/Finep/MCT -, pode-se observar a proporção das empresas gaúchas inovadoras (das indústrias extrativas e de transformação) que indicou uma importância alta ou média para cada tipo de fonte de informação empregada para inovação no período 2003-05. A atenção maior recai sobre as fontes mais relevantes do RS: em primeiro lugar, aparecem clientes ou consumidores (para 70,1% das empresas); seguido de feiras e exposições (65,2%); fornecedores (65,2%); e áreas da própria empresa, exceto departamento de P&D (64,0%). De outro lado, dentre as fontes menos apreciadas pelas empresas, destacam-se aquisição de licenças, patentes e know-how (apenas 5,9%); universidades e institutos de pesquisa (11,4%); e empresas de consultoria e consultores independentes (14,8%).

Colocando esses indicadores lado a lado com os do Brasil, percebe-se que os percentuais, de modo geral, são semelhantes. A diferença mais expressiva apresenta-se na importância dada às informações de clientes ou consumidores, que é quase 10 pontos percentuais maior no RS do que no País. Aliás, essa categoria de fonte nem mesmo é a mais relevante em nível nacional, ficando em terceiro lugar, logo abaixo de outras áreas da empresa e de fornecedores.

Chama também atenção o dado referente a universidades e institutos de pesquisa, em razão da sua pouca valorização como fonte de informação e de, ao mesmo tempo, tanto o Estado como o País apresentarem um quadro de instituições fortes na produção científica. Esse paradoxo exprime a dificuldade histórica e cultural de a comunidade acadêmica e o setor produtivo estabelecerem relações recíprocas, o que pressupõe, dentre outras coisas, linguagens desconformes entre eles. Uma das causas para essa debilidade está no caráter tardio e limitado da criação de universidades e/ou institutos de pesquisa, assim como da industrialização. Podem ainda ser lembradas, como elementos explicativos desse descompasso, a tradicional dependência científico-tecnológica que marca o País e as práticas de importação de pacotes tecnológicos prontos por parte das empresas. Nessa situação, exige-se a intensificação dos relacionamentos entre ciência (instituições de pesquisa) e tecnologia (empresas) para um moderno desenvolvimento.

Principais fontes de informação para inovação

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