Plano Safra 2004/05: custeio caro e investimento acessível

Tendo como objetivos fundamentais os aumentos da produção e das exportações do agronegócio, o Governo lançou, no mês de junho, o Plano Agrícola e Pecuário 2004/05. Os recursos liberados devem alcançar R$ 39,45 bilhões, representando um aumento de 45,3% em relação ao anterior. Para custeio e comercialização, existem duas taxas de juros, a livre e a controlada. A determinação da primeira fica a cargo do sistema financeiro privado, que a estipula de acordo com as taxas de mercado. A segunda é bem mais favorável ao produtor, já que o Governo a determinou em 8,75%, em média. Entretanto restrições fiscais impossibilitam a elevação dos dispêndios a essa taxa, o que faz com que uma parcela importante dos produtores seja empurrada para o sistema financeiro privado. Prova disso é que, enquanto o total de recursos de custeio e de comercialização aumentou 34,3%, o montante com juros controlados cresceu apenas 7,9%, e o com juros livres aumentou 121,0%. Para melhorar as condições de custeio e de comercialização, o Plano prevê a criação do Certificado de Depósito Agropecuário (CDA) e do Warrant Agropecuário (WA), que devem permitir captação de recursos internos e externos, além de dar maior liquidez à comercialização.

Os recursos para investimento contemplados no Plano tiveram um aumento de praticamente R$ 5 bilhões. O principal programa continua a ser o Moderfrota, que viu seus recursos crescerem 175,0%, o que deve alavancar ainda mais a produção de máquinas agrícolas e tratores, até porque as taxas de juros (entre 9,75% e 12,75%, dependendo da renda) e os prazos dos empréstimos foram mantidos os mesmos do Plano anterior.

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