Persistem importantes diferenciais de remuneração entre gêneros

Embora se observe, ao longo da série dos dados da PED-RMPA, uma tendência de diminuição da desigualdade de ganhos entre homens e mulheres ocupados, esse diferencial se mantém relativamente alto.

Nesse sentido, dados relativos ao ano de 2005 mostram que o rendimento médio real cresceu para ambos os sexos, sendo o aumento um pouco maior para os homens (1,5%) do que para as mulheres (1,2%), interrompendo o movimento de redução da diferença entre os gêneros registrado nos últimos quatro anos. Em 2005, o valor do rendimento médio real das mulheres ficou em R$ 764, atingindo 74,4% do auferido pelos homens, que foi de R$ 1.027. Destaque-se que, no início da série (1993), a diferença de ganhos entre os sexos era ainda maior — a remuneração da mulher alcançava apenas 65,2% da do homem — e que a redução do diferencial se deveu à combinação de queda do rendimento médio real masculino com aumento entre as mulheres.

Todavia a diminuição de desigualdade de remuneração entre os sexos não exclui a situação de desvantagem que ainda permanece para o grupo feminino. Mesmo que se evidencie uma progressiva inserção de mulheres mais escolarizadas no mercado de trabalho, ocupando postos de trabalho similares àqueles ocupados pelos trabalhadores masculinos, persistem importantes diferenças de rendimentos entre os gêneros.

Persistem importantes diferenciais de remuneração entre gêneros

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